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A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), apresentaram nesta terça-feira (9) uma notícia de fato à PF (Polícia Federal) contra Karina Ferreira da Gama, sócia-administradora da Go Up Entertainment, empresa envolvida na produção do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).
A iniciativa dos parlamentares cita reportagem publicada nesta segunda-feira (8) pelo The Intercept Brasil [1]sobre o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, e pede apuração de suspeitas relacionadas a recursos públicos e parafiscais de interesse federal.
Na representação enviada à PF, Erika Kokay e Pedro Uczai pedem que a corporação investigue “possível esquema interestadual de desvio de recursos públicos e parafiscais de interesse federal, superfaturamento, falsidade documental, utilização de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB)”.
Karina Ferreira da Gama preside o ICB e também aparece no pedido dos deputados por sua ligação com a Go Up Entertainment. A produtora participa da realização de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os parlamentares afirmam que a reportagem do Intercept Brasil indica que o Instituto Conhecer Brasil teria atuado como entidade de fachada para desviar recursos do Sistema S. A apuração citada pelos deputados menciona auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU).
De acordo com os dados apresentados na peça entregue à PF, o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (CN-Sesi) repassou cerca de R$ 11 milhões ao ICB entre 2017 e 2018. Os recursos tinham como finalidade a realização da Feira da Cidadania em sete estados e da Fórmula Truck Kids no Distrito Federal.
A representação sustenta que ao menos R$ 2,4 milhões teriam sido superfaturados. Os valores aparecem distribuídos em diferentes unidades da federação, segundo os dados citados pelos parlamentares.
No Pará, o sobrepreço teria superado R$ 1,3 milhão. No Rio Grande do Norte, o prejuízo indicado chega a aproximadamente R$ 880 mil. No Piauí, as margens de lucro infladas teriam alcançado patamares de até 748%.
O documento também aponta suspeitas no Distrito Federal. Dos R$ 350 mil destinados ao projeto Fórmula Truck Kids, apenas R$ 80 mil teriam custeado o evento real, segundo a peça enviada à PF. A diferença indicaria superfaturamento direto de R$ 270 mil.
Imagem reproduzida das redes sociais