Verbas carimbadas
– Para evitar contribuições diretas a candidatos, grandes empresas passaram a mascarar essas doações com depósitos para os partidos políticos.
Funciona assim: O candidato fulano pede a contribuição. A empresa avisa que vai usar determinado banco para depositar certa quantia na conta do partido em tal data. Aí o fulano vai ao partido e carimba a verba. Diz que a empresa depositou uma bolada que é sua, de mais ninguém.
Isso tem nome: crime eleitoral.
A Operação Castelo de Areia parece que pegou uma delas. Sem falar dos grampos que mostram fortes evidências de doações tradicionalmente legais – o velho conhecido caixa dois.