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Perfeito o Editorial do Novo Jornal sobre a microcefalia

O Novo Jornal publica nesta sexta-feira (13), um Editorial que considero perfeito diante do número de casos de microcefalia que surgiu no Rio Grande do Norte nos últimos meses. Diz o texto que transcrevo na íntegra:

Enfrentar a Microcefalia

– Não é comum que o Ministério da Saúde decrete Estado de Emergência de Importância Nacional em razão de uma doença, como fez anteontem por causa do número de casos de microcefalia em bebês nascidos no Nordeste.

A situação mais preocupante é em Pernambuco, onde foram notificados 141 suspeitos em apenas um mês. No Rio Grande do Norte, no mesmo período, já foram confirmados 21 casos. (na verdade, 30)

É fundamental tomar as medidas logo a fim de identificar as motivações de tantos casos da doença, que é tida como rara – ou sob controle, dentro do que aceita e preconiza a Organização Mundial de Saúde.

Nem as próprias autoridades em Saúde têm explicações para o surto repentino de microcefalia, mas trabalham com possibilidades, entre elas a de que tenha sido provocado depois de um outro surto, o de Zika vírus, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes Aegypti.

Parece claro que os estados nordestinos estão diante de uma situação grave, daí a necessidade de serem tomadas as providências e assim evitar uma propagação maior. A microcefalia é uma deformação que faz com que o cérebro não se desenvolva de maneira adequada durante a gestação ou após o nascimento.

Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte concentram casos mais preocupantes e que geraram a medida anunciada anteontem pelo próprio ministro da Saúde Marcelo Costa e Castro.

Técnicos e especialistas do Ministério já estão sendo encaminhados para estes estados a fim de se juntarem aos especialistas locais com o intuito tanto de acelerarem as providências de isolamento dos casos como de estudarem e identificarem as razões que motivaram o acréscimo de registros da doença.

Junto com medidas assim é necessário, urgente, serem tomadas outras, entre elas uma outra arma fundamental para combater e identificar a doença: informação.

Como se trata de doença rara, a sociedade desconhece. Assim, fica suscetível ao pânico. É necessário, portanto, que sejam desenvolvidas campanhas de informação e esclarecimento, antes de mais nada fundamentais para quem integra ditos grupos de risco ou suscetíveis de ter a doença.

O RN não pode enfrentar este momento de reconhecida emergência de modo contido ou acanhado – muito menos minimizando o quadro geral. Pelo contrário, tem de estabelecer uma rotina que permita à sociedade ser amplamente informada. Importante, dentro deste raciocínio, a entrevista coletiva de ontem realizada pelas autoridades da saúde.

 

 

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