Por Genésio Jr., da Agência Política Real
A partir de um questionamento da Política Real ao governador Marcelo Déda, de Sergipe, sobre a possibilidade dos estados que não receberão eventos da Copa do Mundo de 2014 sofrerem perdas face aos que receberão jogos e se isso poderia gerar desequilíbrio ou se haveria compensações, houve uma série de posições entre os governadores na coletiva no encerramento do XII Fórum dos Governadores do Nordeste, realizado nesta segunda-feira em Barra dos Coqueiros (SE).
– O Eduardo (Campos) deve estar preocupado. A questão não foi colocada. Nós somos completamente solidários ao estados do Nordeste, e fora da região, que foram escolhidos para sediar a Copa do Mundo. A presença da Copa do Mundo no Nordeste é importantíssima para toda a região. Não importa se a sede está em Pernambuco ou Alagoas, na Bahia ou em Sergipe. Então não há nenhuma ciumeira, pois o estado de Sergipe não propôs sediar, pois sabia que não teria recursos para atender as exigências da Fifa e da CBF, disse.
Ele destacou que a sua preocupação é que a mobilização para esses eventos faça com que as outras regiões metropolitanas sejam esquecidas pelo governo federal, especialmente, nas áreas de desenvolvimento urbano e mobilidade urbana.
Além de Sergipe não terão sedes o Piauí, Maranhão, Alagoas e a Paraíba.
Em seguida, um jornalista de um órgão local, aproveitando a polêmica, questionou se o Rio Grande do Norte estaria querendo “abrir mão da sede em Natal”. Ele aproveitou e disse que o governador Marcelo Déda estaria querendo se aproveitar da situação e ficar com a sede, “paquerando essa vaga”.
– Isso não é verdade, governadora. Fique tranquila, querida governadora, nem no momento em que foi disputada sede Sergipe se inscreveu para tanto, disse, constrangido.
A governadora Rosalba Ciarlini(DEM) fez questão de se manifestar e esclarecer.
– Eu gostaria de dizer aqui, deixar muito claro para toda a imprensa: nós não abrimos mão, de jeito nenhum (pausas). Desde que assumi o governo estou fazendo todos os esforços, apesar de estar sofrendo todas as dificuldades neste início, estamos colocando em prioridade. Administrar é eleger prioridades. A Copa é boa para o meu estado – estamos arregimentando recursos privados para este empreendimento, estamos entrando em contato com várias instituições internacionais. Vamos ter uma Copa com sustentabilidade, vamos ter uma Copa verde, disse.
Ela afirmou ainda que no dia 2 de março haverá uma licitação e “espero que dê tudo certo”, disse, convicta. Rosalba afirmou que a Copa em Natal vai ser boa para os vizinhos.
O governador Jaques Wagner, da Bahia, disse que era para ninguém não ter ciúme, pois os estados que vão receber as sedes estão se endividando.
– Não precisa ficar com muito ciúme. O primeiro dinheiro que está sendo dirigido para a Copa é dinheiro financiado. Tomamos dinheiro. Na questão da mobilidade urbana, cidades como Salvador precisavam da mobilidade urbana independente da Copa, como outras cidades. A primeira parte da Mobilidade o dinheiro foi tomado, foi pré contratado. É endividamento do estado, não é dinheiro do OGU e nem a fundo perdido, disse
Rosalba Ciarlini fez um apelo a imprensa dizendo que as informações sobre Natal, neste momento sobre a Copa, não são boas pois gera uma insegurança. Ela disse que a polêmica atual se deve as dificuldades para viabilizar a arena, mas várias outras ações já começaram a ser viabilizadas, mas a iniciativa privada pode ficar insegura. Ela disse que a primeira tentativa para viabilizar a arena não deu certo face a falta de garantias para viabilizar o fundo garantidor, mas que o estado já está resolvendo com a garantia de R$ 70 milhões mais recursos de royalties que o estado tem direito.
– Isso dará garantia a quem vai pegar os recursos no BNDES, disse Rosalba.