Não quero ser pessimista nem tampouco ser do contra, mas a verdade é que o governo do Rio Grande do Norte, embora considere a ponte Newton Navarro importante do ponto de vista econômico e social, se contenta com muito pouco.
Perdemos a refinaria para Pernambuco e agora o presidente Lula assinou acordo com o governo do vizinho estado do Ceará para a implantação no município de Pecém de uma siderúrgica: A CSP [Companhia Siderúrgica de Pecém], uma parceria entre a Companhia Vale do Rio Doce e a coreana Dougkuk Steel Mill. Lula, aliás, espera inaugurar a siderúrgica ainda no seu governo.
A usina terá capacidade inicial de produção de 2,5 milhões de toneladas anuais de placas de aço com investimento previsto de US$ 2 bilhões, inclusive com participação do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], e vai gerar 5 mil empregos na sua construção e quando entrar em funcionamento 2 mil empregos diretos.
Dois grandes projetos – a refinaria e a siderúrgica – que poderiam ter vindo para o Rio Grande do Norte. O governo do estado tenta agora viabilizar o aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante, que depende de uma PPP [Parceria Público Privada], mas que para isso precisa correr atrás de parceiros como fizeram os governos de Pernambuco e Ceará. Do contrário, isso não sairá do papel.