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PF aponta que Vorcaro pagou `bônus de final de ano´ para membros da `Turma´, grupo que intimidava desafetos

Está no g1

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero, na quinta-feira (14) [1], aponta que Daniel Vorcaro pagou um “bônus de final de ano” para os milicianos integrantes do grupo “A Turma” [2].

“A autoridade policial destaca que esse pagamento é compatível com o bônus de final de ano que Daniel Vorcaro teria destinado à ‘Turma”, apontou o documento.

Segundo as investigações, o braço miliciano de Vorcaro se dividia em dois grupos:

De acordo com as investigações da Polícia Federal, em dezembro de 2025, Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado e integrante do grupo, pediu a chave pix de Anderson Wander da Silva Lima, que trabalhava na Delegacia Especial de Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão.

Segundo a PF, Marilson também prestava serviços para “A Turma”.

“Marilson realizou pagamento a Anderson, pedindo sua chave pix para enviar uma ‘oferenda’, efetivada no dia seguinte”, apontou a denúncia.


Modo operacional

Os suspeitos participavam do núcleo chamado de “A Turma”, voltado para a prática de ameaças [3], intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais a favor dos interesses de Vorcaro.

Este grupo integrava a estrutura paralela de vigilância supostamente comandada pelo banqueiro, que está preso.

De acordo com a PF, o grupo liderado por Marilson Roseno da Silva era usado pelo pai de Vorcaro para demandar vantagens ilícitas. Investigadores apontam que ele também era o operador financeiro dos pagamentos.

Entre os integrantes da Polícia Federal investigados estão:

Valéria e Francisco, segundo investigadores, atuavam no repasse de informações sigilosas para Marilson Roseno a partir de consultas realizadas no sistema e-Pol, plataforma interna utilizada pela corporação.

A decisão também cita Manoel Mendes Rodrigues, apresentado como “empresário do jogo” do bicho no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo.

Imagens reproduzidas da Internet

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