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A Polícia Federal (PF) apontou riscos “concretos e atuais” de fuga em pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apreender o passaporte e proibir a saída do país do candidato derrotado nas eleições presidenciais Flávio Bolsonaro (PL).
Na avaliação da PF, três elementos centrais indicavam que Flávio Bolsonaro poderia deixar o Brasil sob a justificativa de suposta perseguição política:
- a manifestação pública e direta do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, recomendando ao irmão a saída do país;
- o expressivo poder econômico; e
- a existência de estruturas já estabelecidas no exterior que poderiam viabilizar permanência prolongada.
➡️A PF apura, como revelou o blog da jornalista Andreia Sadi no g1, se o senador derrotado nas urnas no último domingo (25) deixou o Brasil, mesmo com a proibição de Moraes.
Fala de Eduardo Bolsonaro
O pedido da PF lembrou de declaração de Eduardo Bolsonaro em que ele defendeu que o irmão deixasse o país em caso de derrota na disputa ao Palácio do Planalto.
“Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo”.
Vínculo com Willer Tomaz
Segundo investigadores, a manifestação de Eduardo Bolsonaro “não pode ser examinada de forma isolada”, sendo que Willer Tomaz, que é investigado com Flávio Bolsonaro num inquérito sobre lavagem de dinheiro, está em Miami (EUA) desde agosto de 2026, após ser alvo da Operação Sem Desconto.
A PF afirmou ainda que Willter Tomaz “dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje” e que Eduardo Bolsonaro mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração.
A decisão de Moraes faz parte do processo em que Flávio Bolsonaro é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas [2]. O caso segue em sigilo de justiça.
Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse” [3], sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Supeitas sobre o destino do dinheiro de Vorcaro nos EUA
No pedido, a PF cita cita ainda a suspeita, em averiguação, de que recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido utilizados para a manutenção da estrutura de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O deputado cassado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
“Somam-se a isso dois elementos relevantes. O primeiro é que EDUARDO BOLSONARO, ao que tudo indica, já mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração. O segundo é que permanece sob apuração o real destino dos recursos remetidos aos Estados Unidos por DANIEL VORCARO, por intermédio do doleiro ANTONIO FREIXO. Não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”.
Foto reproduzida da Internet