Está no Blog do Valdo Cruz
A Polícia Federal [1] (PF) apura quem deu o dinheiro, e em que forma, ao advogado Frederick Wassef para que ele fosse aos Estados Unidos e recomprasse as joias vendidas pela equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro [2]. Segundo investigadores, ainda há quebras de sigilo bancário e fiscal pendentes, que ainda vão ser enviadas à equipe da PF, para tentar descobrir a fonte dos recursos.
A equipe de Bolsonaro decidiu recomprar as joias diante da decisão do Tribunal de Contas da União [3] (TCU) de que o ex-presidente precisava devolver as joias que ele havia ganhado de presente na Arábia Saudita e que foram lançadas no acervo pessoal de Bolsonaro.
O correto era o registro no acervo da União, por não serem presentes de natureza personalíssima. Ou seja, não podiam ficar com o ex-presidente nem ser vendidas.
A princípio, o ministro do TCU Augusto Nardes havia decidido que as joias poderiam ficar em poder de Bolsonaro até o final das investigações. Só que a decisão foi muito criticada e revogada pelo plenário do tribunal. Ciente de que a decisão iria cair, a equipe de Bolsonaro decidiu, na época, acelerar a recompra das joias para enviá-las de volta ao Brasil para serem entregues para a União.
Na época, a equipe de Bolsonaro justificava que as joias estavam guardadas na fazenda de Nelson Piquet e seriam devolvidas em breve.
Além da chegada da quebra de sigilos bancário e fiscal, a PF vai ouvir o advogado Wassef e questionar quem lhe deu o dinheiro. A PF suspeita que esse dinheiro saiu de alguma conta ou cofre de Bolsonaro onde os recursos da venda das joias ficariam guardados.
Foto reproduzida da Internet