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Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do tenente-coronel Mauro Cid sugerem que Jair Bolsonaro (PL) tinha conhecimento das tentativas de venda e resgate de joias no exterior. Essa descoberta marca um avanço na investigação das joais sauditas presenteadas ao governo Bolsonaro, que já inclui apreensão de celulares, quebras de sigilos bancários e promessa de depoimentos.
A PF está em busca de esclarecer quem autorizou a venda das joias nos Estados Unidos e quem se beneficiou financeiramente dessa transação. De acordo com uma fonte da PF, Mauro Cid trocou mensagens com Bolsonaro que sugerem que o ex-ocupante do Palácio do Planalto estava ciente das negociações envolvendo as joias em questão.
O processo de investigação inclui a análise minuciosa das joias em si. De acordo com reportagem exibida no Fantástico [1], peritos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília, estão avaliando as peças para determinar seu valor e credibilidade. O destaque entre as joias é um conjunto feminino com diamantes diversos. O valor total estimado deste conjunto ultrapassa os R$ 4 milhões.
Além disso, foi revelado que um relógio cravejado de diamantes, avaliado em R$ 1 milhão, também faz parte do acervo. Outros conjuntos incluem itens masculinos feitos de ouro branco e ouro rosé, contendo canetas, abotoaduras, anéis e relógios. A análise minuciosa das joias revelou detalhes como 3.161 diamantes exclusivos no conjunto do colar, cada um avaliado individualmente.
Enquanto novos detalhes emergem dessa investigação, as autoridades continuam a examinar dados de celulares e contas bancárias que tiveram seus sigilos quebrados por ordem judicial, incluindo as contas de Jair e Michelle Bolsonaro. As defesas dos envolvidos não quiseram se manifestar.
Foto reproduzida da Internet