Está na Agência Reuters
A Polícia Federal envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro e diversos aliados na conclusão do inquérito que investiga o suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem ilegal de autoridades durante seu mandato presidencial, informou uma fonte com conhecimento direto da investigação.
Entre os indiciados está o atual diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa — indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, por suspeita de ter atuado para prejudicar as investigações da PF, de acordo com a fonte, que falou sob condição de anonimato.
As informações foram divulgadas inicialmente pela GloboNews e confirmadas à Reuters por essa fonte.
Em comunicado, sem citar nomes, a PF confirmou a conclusão do inquérito, descrevendo a “existência de uma organização criminosa voltada ao monitoramento ilegal de autoridades públicas e à produção de notícias falsas, utilizando-se de sistemas da Abin, no caso que ficou conhecido como ‘Abin Paralela'”.
Mais tarde, uma segunda fonte da PF esclareceu que, como Bolsonaro já é réu por organização criminosa na trama golpista, ele não foi indiciado por esse crime neste momento.
O relatório final da investigação já está no Supremo Tribunal Federal (STF), mas está sob sigilo, segundo a PF.
Bolsonaro, que já é réu no STF acusado de tentativa de golpe de Estado, tinha consciência do esquema ilegal de espionagem da Abin e se beneficiava dele, de acordo com a investigação da PF citada pela fonte.
O esquema teria sido montado pelo diretor-geral da Abin no governo Bolsonaro, o agora deputado federal Alexandre Ramagem, apontaram as investigações, de acordo com a fonte.
Foto reproduzida da Internet