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PF indicia Anderson Torres, Silvinei Vasques e outros quatro por impedir deslocamento de eleitores de Lula no 2º turno das eleições de 2022

Está no Blog da Netuza Nery

Polícia Federal [1] (PF) indiciou Anderson Torres [2], ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal [3] (PRF), ambos do governo Jair Bolsonaro [4] (PL), por impedir o deslocamento de eleitores do presidente Lula [5] (PT) da região Nordeste para os locais de votação durante a eleição de 2022.

Além deles, outros quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça também foram indiciados com base no artigo 359-P do Código Penal: Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo, Fernando de Sousa Oliveira, Leo Garrido de Salles Meira e Marília Ferreira de Alencar.

A investigação da PF afirma que há indícios de que os indiciados atuaram para impedir o deslocamento dos eleitores.

Naquele dia, estradas foram bloqueadas pela PRF sem que o comando tomasse providências. O desbloqueio só ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF [6]Alexandre de Moraes [7], então presidente do Tribunal Superior Eleitoral [8] (TSE), ameaçar prender os envolvidos.

A PF também pediu ao STF mais tempo para fazer interrogatórios e, assim, apresentar o relatório final.

Torres estava preso desde 14 de janeiro por suposta omissão nos atos golpistas do dia 8 de janeiro e deixou a prisão em maio deste ano [9]. A soltura ocorreu horas após o ministro Alexandre de Moraes autorizar a liberdade do ex-ministro.

Na decisão, Moraes informou que não vê mais motivos para Torres continuar preso preventivamente. E que as investigações podem transcorrer com o ex-ministro em liberdade.

Moraes revogou a prisão preventiva de Silvinei na quinta-feira (8) [10] por entender que os elementos que levaram à prisão, há um ano, não se aplicam mais ao caso. Ele estava preso desde 9 de agosto de 2023 por tentar interferir no 2º turno das eleições de 2022 para beneficiar o então presidente Bolsonaro.

Entenda o caso

Em 30 de outubro de 2022, dia do segundo turno, a PRF realizou blitze que interferiram na movimentação de eleitores, sobretudo no Nordeste, onde Lula (PT) tinha vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto. Na véspera, o diretor-geral da PRF havia declarado voto em Bolsonaro [11].

No domingo do segundo turno, Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata das blitze, sob pena de prisão de Vasques [12]. A ordem, no entanto, foi desrespeitada pela PRF [13].

Relatório obtido pelo blog da Andréia Sadi [14] na época mostra que a PRF fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste, onde Lula (PT) era favorito, contra 571 no Sudeste, entre 28 e 30 de outubro, vésperas e dia do 2º turno das eleições de 2022.

Foto reproduzida da Internet

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