Está no Blog da Julia Duailibi
A Polícia Federal (PF) intimou o ex-presidente Jair Bolsonaro [1] (PL) a prestar depoimento na investigação sobre o caso de empresários que discutiram golpe de Estado em mensagens de WhatsApp.
O depoimento está previsto para o dia 31 deste mês. No entanto, a defesa do ex-presidente quer ter acesso aos autos da investigação antes de ele ser ouvido. Bolsonaro foi ouvido pela PF em pelo menos outras quatro ocasiões:
- Em 5 de abril [2], na investigação sobre as joias sauditas;
- Em 26 de abril [3], no inquérito sobre os atos golpistas de 8 de janeiro;
- Em 16 de maio [4], sobre a suspeita de fraude em cartões de vacinação contra Covid-19;
- Em 12 de julho [5], na apuração sobre suposto plano de golpe de Estado, denunciado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES).
Na segunda-feira (21), o ministro Alexandre de Moraes [6], do Supremo Tribunal Federal (STF [7]), determinou o arquivamento de investigação contra seis dos empresários [8] que foram alvo de mandados em agosto de 2022, em razão de conversas sobre um suposto golpe, que foram reveladas pelo site “Metrópoles”.
Moraes arquivou a investigação contra Afrânio Barreira Filho, José Isaac Peres, José Koury Junior, Ivan Wrobel, Marco Aurélio Raymundo e Luiz André Tissot. O ministro também concedeu à PF mais 60 dias para que sejam feitas diligências em relação a dois deles: Luciano Hang e Meyer Joseph Nigri [9]. A apuração em relação a ambos está mantida para apurar o conteúdo do celular de Hang e um possível vínculo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo a PF.
Nos textos enviados pelo aplicativo, os empresários, apoiadores do então presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), defenderam um golpe de Estado no Brasil caso o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva [10], vencesse as eleições de outubro para a Presidência da República.
Foto reproduzida da Internet