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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Take Over para investigar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do fundo de previdência do município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
A ação inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em endereços localizados em Paulista, Recife e Rio de Janeiro. O foco da investigação são investimentos realizados pelo fundo previdenciário em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontam que mais de R$ 3 milhões teriam sido destinados a aplicações consideradas de maior risco por meio de decisões que, em tese, contrariaram normas legais e procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários.
Em nota, a corporação informou que “as apurações indicam que valores superiores a R$ 3 milhões teriam sido direcionados a investimentos com grau de risco por meio de decisões em desacordo com as normas legais e com os procedimentos de governança exigidos para a administração de recursos previdenciários”.
A PF também busca esclarecer se houve gestão temerária ou fraudulenta na condução dos recursos do instituto previdenciário. Segundo a instituição, a investigação pretende ainda verificar a existência de possíveis crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional.
“A investigação busca esclarecer se a conduta caracteriza gestão temerária ou fraudulenta e apurar eventual prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, além do recebimento de vantagens indevidas pelos gestores do fundo”, afirmou a Polícia Federal.
O caso ocorre em um contexto de atenção crescente sobre investimentos realizados por regimes próprios de previdência social em títulos emitidos pelo Banco Master. Entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, institutos responsáveis pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores municipais e estaduais aplicaram cerca de R$ 1,8 bilhão em letras financeiras da instituição financeira sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).