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A Polícia Federal identificou indícios de participação de outros integrantes da diretoria colegiada do Banco de Brasília (BRB) nas supostas irregularidades investigadas nas operações com o Banco Master. A apuração aponta possíveis descumprimentos de normas internas, problemas nos mecanismos de governança e aprovação de negócios em desacordo com os procedimentos regulares de controle da instituição.
Segundo o G1 [1], a PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ainda precisa colher novos depoimentos e analisar mais materiais apreendidos antes de concluir a investigação. Por isso, pediu ao ministro André Mendonça a prorrogação do inquérito por mais 60 dias. A tendência, de acordo com a reportagem, é que o ministro autorize a extensão das investigações.
O inquérito apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à aquisição, pelo BRB, de carteiras de crédito vinculadas ao Banco Master. Segundo a investigação, o BRB gastou R$ 12 bilhões na compra de carteiras que não pertenciam ao banco de Daniel Vorcaro e não possuíam garantias.
Até o momento, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa é o único preso preventivamente no âmbito da investigação. Ele tentou negociar um acordo de delação premiada, mas a proposta foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
PF aponta problemas em decisões da diretoria
O novo material produzido pela Polícia Federal amplia o alcance das suspeitas sobre a condução das operações dentro do BRB. O laudo aponta indícios de descumprimento de normas internas, problemas nas regras de governança e aprovação de operações em desacordo com os procedimentos regulares de controle.
As suspeitas, segundo as informações apresentadas, alcançam integrantes da diretoria colegiada do banco. A PF pretende aprofundar a apuração para esclarecer a participação dos envolvidos nas operações investigadas.
Operações com a Tirreno entram no foco da investigação
Outra frente da investigação envolve as operações entre o Banco Master e a Tirreno Consultoria. Em relato encaminhado ao STF, a Polícia Federal afirmou que a análise técnica identificou incompatibilidade entre a estrutura operacional da empresa e o volume bilionário das transações realizadas.
As carteiras de crédito consignado da Tirreno foram compradas pelo Banco Master por R$ 6,3 bilhões e, posteriormente, repassadas ao BRB por R$ 11,5 bilhões.
Segundo as investigações da Polícia Federal citadas pelo G1, esses ativos não possuíam lastro. A PF pretende aprofundar a análise das operações para esclarecer as circunstâncias em que as carteiras foram negociadas.
Foto reproduzida da Internet