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PGR pede ao STF abertura de inquérito para investigar autores intelectuais do terrorismo em Brasília

Está no g1

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF [1]) a abertura de um inquérito para investigar quem são os autores intelectuais dos atos terroristas praticados por bolsonaristas radicais em Brasília [2], ocorridos no último domingo (8).

O pedido, obtido pela TV Globo, não cita o ex-presidente Jair Bolsonaro [3] (PL). No entanto, a manifestação diz que vai investigar todos os que fizeram ataques às urnas, insinuação de fraudes eleitorais, deslegitimação de quem venceu a eleição, ataques ao Supremo Tribunal Federal, “mesmo estando no exterior”.

A PGR vai investigar também aqueles que fizeram a associação do Congresso de maneira “injusta e indiscriminada” à corrupção.

O documento diz que os autores intelectuais são aqueles que propagaram teorias golpistas que promoveram “mobilização da massa violenta”, que praticou os atos de vandalismo na capital federal, e que os discursos que levaram à tentativa de golpe de estado naquele dia atacavam a legitimidade da democracia brasileira.

Além da abertura do inquérito, a PGR pede ao Supremo para determinar que Facebook [4]TikTok [5]Instagram [6] e Twitter [7] indiquem os perfis de usuários que foram reconhecidos como difusores massivos de mensagens atentatórias à democracia e contrárias aos resultados das eleições e aos poderes da República.

Petição propõe divisão de envolvidos em 4 núcleos

Além da instauração de um inquérito para investigar os autores intelectuais, a PGR propõe ao STF a instauração de outros 3 inquéritos específicos para investigar outros 3 grupos:

Serão investigados, entre outros, os crimes de terrorismo, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, ameaça e perseguição.

“É importante prestar celeridade às investigações e para isso é necessário equacioná-las e organizá-las a fim de que as condenações não se afastem da contemporaneidade dos fatos, de forma a permitir o efeito pedagógico da resposta do Estado aos atos criminosos, garantindo-se o devido processo legal”, afirmou Carlos Frederico Santos, subprocurador-geral da República, segundo comunicado divulgado pela PGR na tarde desta quinta-feira (12).

As petições para a instauração dos inquéritos foram assinadas por Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, criado pela PGR. O documento não é assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

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