Está no Estado de S. Paulo
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre foi muito pior do que o previsto pelo governo e pelo mercado, provocando uma onda de choque entre analistas econômicos e operadores do sistema financeiro.
As apostas dos investidores no mercado de juros futuros caíram, indicando a manutenção da Selic em 7,25% ao longo de todo o próximo ano. O PIB do terceiro trimestre derrubou as projeções de crescimento não só de 2012, como também de 2013. A Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, prevê agora crescimento de apenas 0,8% este ano, e as projeções de bancos e consultorias tendem para o nível em torno de 1%, ou até abaixo disso.
Para 2013, já há uma onda de revisões para baixo, e alguns analistas creem que a previsão média migrará do nível em torno de 4% para 3% a 3,5%. Já se fala até de PIB abaixo de 3% em 2013.
O PIB cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre, na comparação (livre de influências sazonais) com o segundo trimestre. Os destaques negativos foram investimentos, setor de serviços e comércio internacional. Pelo lado positivo, houve recuperação da indústria de transformação e um bom desempenho da agropecuária.