As tensões e o folclore que marcaram a política em 2015 se tornaram um prato cheio para a criatividade de foliões e viraram temas de sátiras e marchinhas de CarnavalAs te. Um dos principais alvos dos blocos de rua deste ano no Distrito Federal é o próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O peemedebista inspirou a criação do bloco “Pimenta no Cunha dos outros é refresco”, que sairá no próximo dia 8 na Asa Norte, em Brasília.
Com o mandato ameaçado por um processo que se arrasta desde outubro no Conselho de Ética por falso testemunho e por omissão de patrimônio em declaração de bens, Cunha também integra a lista de políticos acusados de participar do esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Operação Lava Jato [1].
O “Pimenta no Cunha dos outros é refresco” foi idealizado por um grupo de 20 amigos que têm em comum o descontentamento com as atitudes do presidente da Câmara. “É o bloco que a gente não vai poder repetir ano que vem, porque ele vai cair este ano”, aposta um dos organizadores. “Também é um bloco anticoxinha. Não tem coxinha no bloco, não tem [admiradores de] Bolsonaro, não tem nada disso”, garante. Os amigos criaram uma série de marchinhas cujas letras são marcadas pelas críticas ao impeachment de Dilma, e sátiras aos chamados “coxinhas” – termo popularizado nas redes sociais, utilizado para categorizar aqueles que são contrários à presidente e à gestão petista.
“Credito não, credito não / conta na Suíça e não tem investigação/ Pimenta no Cunha dos outros é refresco/ coxinhas espalhadas pelo chão/ A fome jaz para o meu povo / Impeachment, meuzovo!” Confira o ensaio do bloco: