Está no g1
O volume de transações via PIX cresceu 20% em 2025 em comparação ao ano anterior, totalizando 30,1 bilhões de operações. Os dados são da nova Pesquisa de Tecnologia Bancária da Federação Brasileira de Bancos [1] (Febraban), divulgada nesta sexta-feira (26).
O número é quase três vezes maior do que o de pagamentos de contas, que somaram 9,9 bilhões de transações no período — um aumento de 99% em relação a 2024.
Veja a evolução dos demais meios de pagamento nos canais digitais:
- Cartão de crédito: cresceu 2%, para 2,14 bilhões de transações;
- Cartão de débito: cresceu 20%, para 60 milhões de operações;
- Transferências/TED: caíram 8% no período, para 960 milhões de operações.
A pesquisa também mostra que 83% das transações bancárias no Brasil já são realizadas por canais digitais, como aplicativos de celular e internet banking. Apenas pelo celular, o volume de operações cresceu 169% nos últimos cinco anos, alcançando 187,5 bilhões de transações.
Bancos intensificam investimentos em inteligência artificial
Entre as prioridades tecnológicas apontadas pelas instituições financeiras, a cibersegurança aparece no topo da lista, citada por 100% dos bancos participantes da pesquisa.
Em seguida vêm computação em nuvem (84%), inteligência artificial generativa [2] (84%), inteligência artificial (80%), blockchain (32%) e computação quântica (8%), área multidisciplinar que reúne conceitos de física, matemática e ciência da computação.
Apesar do interesse crescente, o estudo aponta que cerca de 60% das instituições ainda estão nas fases iniciais de adoção da inteligência artificial.
No caso da IA generativa, esse número é ainda maior, o que mostra que os bancos ainda estão testando a tecnologia e aprendendo como aplicá-la no dia a dia. Segundo a pesquisa, esse cenário indica que o uso dessas ferramentas deve crescer bastante nos próximos anos, marcando uma nova fase de evolução tecnológica no setor bancário.
Os investimentos em tecnologia cresceram 58% nos últimos cinco anos. Para 2026, a expectativa é de um aporte de R$ 50,1 bilhões, valor 8% superior aos R$ 46,8 bilhões investidos em 2025.
A expansão também deve impulsionar o mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, a expectativa é de crescimento médio de 22% na demanda por profissionais de tecnologia da informação (TI), indicando um aquecimento do setor.
Como registrar uma chave PIX
A chave PIX funciona como uma espécie de “apelido” da conta bancária, permitindo identificar o destinatário de uma transferência sem a necessidade de informar todos os dados bancários.
O cliente pode cadastrar como chave o CPF ou CNPJ, o número do celular, um endereço de e-mail ou uma chave aleatória (EVP). O cadastro facilita o envio e o recebimento de dinheiro, tornando as transações mais rápidas e práticas, mas não é obrigatório.
“Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um PIX. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo sem uma chave PIX, será preciso informar todos os dados bancários do destinatário para realizar a transação”, informa a Febraban.
Os quatro tipos de chaves PIX disponíveis são:
- CPF ou CNPJ;
- Endereço de e-mail;
- Número de telefone celular;
- Endereçamento Virtual de Pagamentos (EVP): sequência alfanumérica de 32 caracteres gerada pelo Banco Central, que permite realizar transações sem a necessidade de compartilhar dados pessoais, como CPF, telefone ou e-mail, com terceiros.
Imagem reproduzida da Internet