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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (8), que, se eleito em outubro, indicará para o Supremo Tribunal Federal (STF) ministros que “respeitem a Constituição, não usem a máquina pública para enriquecer e respeitem o dinheiro do contribuinte”.
A declaração foi feita durante um evento que reuniu lideranças políticas em Itapetininga [1] (SP). Também participaram do encontro o candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP [2]), o candidato ao Senado André do Prado (PL) e a deputada federal Simone Marquetto (MDB).
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o próximo presidente da República terá a prerrogativa de indicar quatro ministros ao STF. Segundo ele, as escolhas recairão sobre homens e mulheres que “respeitem a Constituição”.
“Que não promovam perseguição, que não olhem mais capas de processo, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. E quem descumprir a lei vai pagar por isso, a lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do Supremo, e por muito tempo, em especial durante o governo do presidente Bolsonaro, criticar um ministro do Supremo foi considerado um atentado contra a democracia”, disse.
O discurso ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebesse a visita dos filhos neste domingo (9), [3] quando é celebrado o Dia dos Pais.
Moares citou decisão anterior pela qual, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias. A medida foi tomada após o descumprimento de restrições judiciais impostas pelo STF.
Na ocasião, a decisão do magistrado foi motivada pela veiculação de uma carta manuscrita de Bolsonaro, divulgada publicamente nas redes sociais por Flávio, que é candidato do PL ao Palácio do Planalto. Jair está proibido de usar as redes sociais, seja por seus perfis, seja pelo de terceiros — como os seus filhos.
Na sexta-feira (7), Flávio Bolsonaro disse, durante um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, que tem divulgado “a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário Brasileiro”. [4]
Foto reproduzida da Internet