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PMDB confirma decisão de apoiar permanência de Sarney na presidência do Senado

O senador Valter Pereira (PMDB-MS) garantiu há pouco que o partido vai manter o apoio à permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no cargo. O peemedebista anunciou a decisão logo após deixar a reunião da bancada do partido, encerrada há pouco no gabinete da liderança. Um dos principais aliados de Sarney no Parlamento, o líder do partido, Renan Calheiros (AL), deixou o gabinete sem dar declarações à imprensa.“Nós não precisamos afirmar o que nunca deixou de ser afirmado”, resumiu o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), referindo-se à eleição de Sarney em fevereiro, quando o peemedebista venceu por 49 votos a 32 o oponente Tião Viana (PT-AC) segundo as normas regimentais.

No exercício da presidência pela terceira vez, Sarney é alvo da pressão de partidos como o DEM e o Psol para se afastar da função, uma vez que o Senado não consegue dar uma resposta à crise que persiste há meses na Casa. A situação de Sarney se tornou mais delicada com o mais novo escândalo instalado na instituição, a emissão de centenas de atos administrativos secretos que teriam beneficiado parlamentares, servidores da cúpula, parentes e aliados com contratações, aumentos, extensão de prerrogativas parlamentares e concessão de gratificações.

Ontem (segunda, 29), o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou denúncia contra Sarney à Mesa Diretora [1]. No requerimento, o tucano lista diversos casos de contratação de familiares e aliados; aponta empréstimo de apartamento funcional ao ex-senador e aliado Bello Parga; usufruto de auxílio-moradia, mesmo sendo Sarney dono de imóvel em Brasília; e utilização de servidores da área de segurança para fins particulares no Maranhão.

Recorrendo a uma resolução da Mesa formalizada em 2003, o tucano pede ainda a escolha de relator para a denúncia e oitiva de Sarney em um prazo de cinco dias úteis, a partir da formalização da denúncia (ontem).  O estopim para a iniciativa de Virgílio foi uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual um dos netos do Sarney, o economista José Adriano Cordeiro Sarney, agenciava irregularmente no Senado operações de empréstimo consignado.

Ao deixar o local da reunião, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) foi o mais enfático na defesa a Sarney. Dizendo que a bancada está unida nesse propósito, Almeida acredita que “não tem porque ninguém sair”.

“Falar em saída do presidente Sarney é golpe, e golpe baixo. Isso é uma excrescência”, vociferou, atribuindo a crise do Senado a gestões anteriores, mesmo o cacique peemedebista já tendo comandado a Casa entre 1995 e 1997 e 2003 e 2005. “Essa questão do Sarney não existe, é bem anterior a ele. Isso surgiu depois que o PMDB conquistou a maioria aqui.” (Com informações do Congresso em Foco)

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