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PMDB inerte nas discussões sobre sucessão em Natal

O PMDB ainda não saiu da inércia em relação as discussões sobre a sucessão municipal em Natal, maior colégio eleitoral do estado. Seus principais líderes, o senador Garibaldi Filho e o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente do diretório estadual da legenda têm o mesmo discurso: De que o partido terá candidato próprio a prefeito da capital, mas até agora não sentaram na mesa para discutir, efetivamente, esse nome. Fala-se no próprio Garibaldi, no vereador Hermano Morais, e até mesmo num hipotético lançamento da candidatura da deputada estadual Gesane Marinho (sem partido) se ela vier mesmo a se filiar ao PMDB.

Entretanto, isso não passa apenas de especulações. O PMDB sabe que para reconquistar o poder nas mãos do grupo wilmista há vinte anos, necessita primeiro iniciar sua trajetória por Natal. Do contrário, vai passar mais alguns anos fazendo o papel de oposição. Hoje, a legenda já começa a ter defecções no interior do estado em virtute principalmente da falta de atenção de seu presidente estadual. E, claro, conseqüência do resultado da última eleição para o governo em que Garibaldi perdeu para Wilma. O governo tratou de cooptar peemedebistas, alguns históricos, para ser seus aliados.

Os peemedebistas têm um exemplo claro de como é importante conservar às bases. Está aí o senador José Agripino com dificuldades de aglutinar novamente o DEM, ou PFL como muitos ainda chamam o partido do senador no interior do estado. Até isso é prejudicial a imagem da legenda de Agripino. Dificulta o eleitorado saber em qual partido vai votar.

Mas, o que estamos analisando é a inércia do PMDB em não discutir um nome capaz de representar o programa partidário nas eleições do próximo ano em Natal. Garibaldi, que seria o nome mais forte, capaz de agrupar toda à oposição em torno de si, diz que não quer ser candidato a prefeito. As bases insistem, mas isso, dizem, o aborrece. Então, o que fazer. Ora, ficar cozinhando em banho-maria esperando a campanha chegar para daí definir um nome, pode ser um risco.

Apoiar uma candidatura de um outro partido aliado, incorre no mesmo erro do passado, quando o PMDB perdeu espaços em Natal em função exatamente disso, de ser coadjuvante. Então, a melhor maneira de sair dessa inércia é discutir um nome para ser avaliado. Se esse nome vai ter densidade eleitoral ou não, são outros quinhentos.

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