Por Valéria Fernandes
Percebe-se que a religião tem sido uma grande “aliada” da política. A maioria dos líderes religiosos sempre faz acordos com candidatos dos seus interesses, colocando as Igrejas a disposição dos candidatos para apoiá-los. Sendo esses acordos motivados por quaisquer tipos de benefícios, como por exemplo: cargos, doações de terrenos e outros tipos de barganhas. Muitas vezes são candidatos das próprias instituições. Vejo um grande interesse dos líderes religiosos visando manipular os fiéis para angariar votos para determinados candidatos.
É comum o movimento de candidatos articulando campanhas nas Igrejas em época de eleições buscando através dos fiéis, benefícios de seus próprios interesses pelo o título do “PODER”.
Percebe-se que a Igreja e a Política são dois “Poderes Fortes”, porém cada um com
sua finalidade.
Penso que a política se deve praticar nas ruas e não nos Templos. No Templo se deve a prática da palavra através dos cultos.
Sou avessa ao envolvimento da Igreja com a política e, lamentavelmente, há uma motivação de grupos que se apropriam de vantagens.
Nas eleições a maioria dos candidatos aparecem nas Igrejas, tão somente de de quatro em quatro anos. Nenhuma Igreja apoia a um determinado candidato sem que não valha a pena,o ” motivador acordo”.
Não concordo com Pastores na Política e nem ocupando cargos públicos, pois eles já recebem (Ajuda de Custo) da Igreja . E, lugar de Pastor é na Igreja, cuidando do seu rebanho.
O poder e o dinheiro tentam e, muitas vezes os Pastores e Bispos, acabam se corrompendo e manchando tanto a política como a Igreja.
Aqui coloquei o que realmente penso, através de uma realidade que está aí pra todos verem e constatar esse tipo de prática.
A Política e a Religião são como água e óleo, (não se devem misturar). E o voto dos fiéis deve ser livre e não manipulado pelos líderes religiosos.
Ficam aqui as minhas impressões sobre política versus religião.
*Valéria Fernandes é Consultora Política em Goiânia (GO)