Por mais que o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), diga e repita que a doação de R$ 300 mil que a construtora Camargo Corrêa fez ao diretório do DEM no Rio Grande do Norte nas eleições passadas para prefeito tenha sido legal, mostrando inclusive o recibo de depósito feito no Banco do Brasil, ainda pairam dúvidas. Segundo Lauro Jardim, que escreve a coluna Radar, da revista Veja, “grande parte das doações feitas pela empreiteira em nome de partidos tinha como destinatários parlamentares que só usaram as legendas para maquiar as tranferências”.
Os jornais desta sexta-feira (27) também destacam que os grampos realizados pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia indicam doações “por fora” tanto para políticos como para partidos realizadas pela Camargo Corrêa. E aí, os senadores José Agripino e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e as legendas PSDB, PDT, DEM, PP, PPS, PMDB e PSB, além de deputados, entre eles José Carlos Aleluia (DEM-BA), são citados como beneficiários de recursos que a PF supõe terem sido desviados de obras superfaturadas. As escutas fazem a PF supor que a Camargo Corrêa mantinha duas contabilidades para repasses a políticos – uma oficial e outra paralela sem comunicação à Justiça Eleitoral, ou seja, caixa 2.
O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), por sua vez, disse que dará início a uma investigação preliminar sobre as denúncias de doações ilegais feitas pela Camargo Corrêa que envolveriam os senadores Agripino Maia e Flexa Ribeiro. Tuma pretende pedir à PF, ao Ministério Público e ao juiz Fausto De Sanctis, responsável pela apuração, informações sobre o envolvimento dos senadores. A conferir!