A semana que se encerra propiciou um fato interessante na política do Rio Grande do Norte envolvendo dois parlamentares. Por coincidência os dois da oposição ao governo Lula. Trata-se de Rogério Marinho (PSDB-RN) e Betinho Rosado (DEM-RN). Ao assinarem a proposta de emenda constitucional 367/09, a chamada PEC do Terceiro Mandato, de autoria do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), certamente os dois estavam convictos de suas posições.
Mas eís que o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), decidiu engrossar com os cinco tucanos que assinaram a PEC, inclundo Rogério Marinho. Ou retiravam suas assinaturas do documento ou estavam sujeitos a punições, desde uma simples advertência até a expulsão do partido. Marinho recuou e foi o primeiro a encaminhar fax a secretaria-geral da Câmara solicitando a retirada do seu nome do documento.
No caso de Betinho Rosado, como o DEM não se posicionou sobre punições, ele manteve a assinatura. Certamente esperando uma reação igual a dos dirigentes tucanos por parte dos dirigentes Democratas. Acredito até que com uma ameaça de expulsão Betinho Rosado teria argumento suficiente para deixar o partido, da qual já tentou uma vez mas o TSE barrou o seu intento.
Moral da história: Rogério Marinho temendo ser expulso do PSDB, partido ao qual se filiou faz pouco tempo, não ousou enfrentar a direção tucana como fez com a dirigente estadual do PSB no Rio Grande do Norte, governadora Wilma de Faria, e botou o “rabo entre as pernas” recuando da sua posição favorável ao terceiro mandato consecutivo.
Já Betinho Rosado foi ousado mantendo a sua assinatura no documento. Como disse, talvez uma estratégia para provocar retaliações dentro do partido contra sua pessoa e ter argumentos para sair da legenda.