O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, fez ontem defesa contundente do Judiciário e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que também preside, negando a existência de uma crise no poder. Na reabertura do ano judiciário, e no mesmo dia em que o STF começou a julgar o poder do CNJ de punir juízes antes de investigação das corregedorias regionais, Peluso afirmou que a corrupção deve ser combatida sem tréguas.
– Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Judiciário, discursou, acrescentando que isso aniquilaria a segurança jurídica e levaria à barbárie.
Para o presidente do STF, as cortes têm o dever de enfrentar as pressões impróprias, uma “manifestação de autoritarismo e desrespeito à convivência democrática”. O discurso de Peluso provocou reações de apoio e contrárias. O STF adiou para hoje a conclusão do julgamento sobre o poder de investigação do CNJ. (O Globo)