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Preso na Papuda, Bolsonaro precisa `resenhar´ livros para reduzir pena; saiba quem avalia o texto

Está no g1

O ex-presidente Jair Bolsonaro pode usar a literatura para reduzir a pena [1] de 27 anos e 3 meses pela trama golpista.

A autorização foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF [2]) Alexandre de Moraes na quinta-feira (15).

Na mesma decisão, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão de Polícia Militar na Papuda [3], prédio conhecido como “Papudinha”.

Para entender como funciona a política distrital de remição de pena por meio da leitura, o g1 [4] separou cinco perguntas:

  1. Quanto dos 27 anos e 3 meses de prisão pode ser reduzido?
  2. Quais são os livros?
  3. Quem seleciona os livros?
  4. Como funciona a remição por meio da leitura?
  5. Quem avalia?


  1. Quanto dos 27 anos e 3 meses de prisão pode ser reduzido?

📚 Para cada obra comprovadamente lida, a pena é reduzida em quatro dias (veja as regras abaixo).

📆 O limite para cada custodiado é de 11 obras por ano, ou seja, no máximo, 44 dias de remição a cada ano no Distrito Federal.

🔎 Na resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o máximo são 12 livros por ano e 48 dias. A regra do DF é um pouco mais restrita porque segue o calendário escolar da rede de ensino do DF, que contabiliza um mês de férias.

2. Quais são os livros?

Para que a leitura seja usada no abatimento parcial da pena, é preciso que a obra conste em uma lista homologada pela Justiça. O documento é elaborado pela Secretaria de Educação do DF.

Segundo o governo, são proibidos livros que promovam qualquer tipo de violência ou discriminação.

Entre as obras permitidas para remição da pena estão:

Além dos exemplos citados acima, a lista inclui uma série de obras literárias que tratam de temas como ditadura e democracia, racismo, preconceito e questões de gênero, além de distopias que retratam estados totalitários.

Veja alguns títulos abaixo:

👉 A lista completa de livros está disponível aqui. [7]

Veja direitos determinados por Moraes a Bolsonaro na Papudinha

3. Quem seleciona os livros?

As obras literárias são selecionadas por professores de Língua Portuguesa da Secretaria de Educação do DF que atuam, exclusivamente, na política de remição de pena pela leitura.

Para a política distrital, somente os livros que estão na lista oficial diminuem a pena.

É possível, no entanto, que Bolsonaro e os outros réus presos no DF se juntem a clubes do livro dentro das unidades prisionais. Se autorizados pela Justiça, esses projetos podem sugerir novas obras com o potencial de reduzir os dias de pena.

4. Como funciona a remição da pena por meio da leitura?

A participação dos custodiados é de forma voluntária mediante inscrição. Cada participante recebe um livro na cela com um manual sobre a dinâmica da remição da pena.

Quem avalia?

No Distrito Federal, a remição de pena por meio da leitura começou, em 2018, como um projeto: o “Ler Liberta”. O CNJ aprovou regras nacionais em 2021.

A coordenação e aplicação da política é feita pela Secretaria de Educação do DF, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), e conta com 22 professores exclusivos:

Para quem quiser doar livros, o governo do DF realiza campanhas de doação anuais. As obras podem ser entregues nos postos do Na Hora, veja lista de onde doar aqui [8].

Foto reproduzida da Internet

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