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PT denuncia Flávio Bolsonaro ao TSE por campanha de desinformação contra Lula nas redes

Está no Brasil 247

A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB, protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar a existência de uma rede coordenada de perfis nas redes sociais Instagram e TikTok voltada a atacar a imagem do presidente Lula (PT) e de seus aliados políticos, informa Manoela Alcântara, do Metrópoles [1].

A acusação sustentada pelos partidos aponta que parlamentares e figuras públicas estão utilizando tecnologias de inteligência artificial (IA) para criar e disseminar conteúdos sintéticos e ofensivos com o objetivo de degradar seus adversários políticos no ambiente digital.

Entre os nomes citados na ação como integrantes dessa rede de desinformação está o senador Flávio Bolsonaro (PL). A representação também acusa os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES), além do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho (PL). Segundo a denúncia da federação, essas autoridades atuam como verdadeiros “propulsores” do material gerado por contas anônimas, conferindo legitimidade institucional a publicações sintéticas e difamatórias.

Comportamento inautêntico e a “Rede de Collabs”

A investigação técnica detalhada e anexada junto à representação no TSE revela que o grupo utiliza o recurso nativo de colaboração (collab) do Instagram para multiplicar o alcance das postagens de maneira artificial. Por meio dessa ferramenta, a publicação de um perfil é transmitida simultaneamente na página de outro, ampliando o alcance do conteúdo.

O documento aponta ter identificado pelo menos 31 perfis anônimos atuando nessa arquitetura. Ao somar os seguidores das contas ocultas com a base das autoridades públicas envolvidas, a rede alcança um universo de mais de 10 milhões de pessoas.

A peça jurídica classifica a estratégia como astroturfing ou “comportamento inautêntico coordenado”. Segundo argumenta a representação, a dinâmica observada não se trata de uma mera coincidência no compartilhamento de pautas, mas sim de um padrão técnico onde os perfis autorizam mutuamente a veiculação simultânea de conteúdos para dominar o debate público digital.

Ataques via IA, jingles ofensivos e difusão no TikTok

A denúncia descreve que os materiais fabricados e impulsionados focam em temas como corrupção, criminalidade e na ridicularização pessoal do presidente Lula. Um dos perfis centrais identificados pela auditoria é citado como articulador de intercâmbio de publicações com outros 25 colaboradores.

No ecossistema do TikTok, a tática envolve o uso de trilhas sonoras. A federação identificou a criação e a difusão de “jingles” ofensivos que servem de base sonora para milhares de vídeos. Um único áudio, intitulado “LULA É BANDIDO”, foi utilizado como trilha em mais de 53,7 mil publicações na plataforma, acumulando milhões de visualizações.

Monetização ilícita e venda de cursos

Um dos pontos mais graves ressaltados na ação movida pela federação é a monetização do possível ilícito eleitoral. As provas apresentadas demonstram que a página denominada “Narrativas Curiosas” utiliza os vídeos de ataque produzidos com IA como “isca” para atrair o público e vender cursos de criação de conteúdo com inteligência artificial. Esses cursos estão hospedados na plataforma Kiwify e vinculados à empresa “Escola da IA”.

Além da comercialização dos cursos digitais, os perfis mapeados na investigação também pedem doações diretas aos internautas por meio de chaves Pix e criptomoedas.

Pedidos de liminar ao TSE

Diante do cenário exposto na petição, a Federação Brasil da Esperança solicita ao TSE a concessão de medidas em caráter liminar, que incluem:

A ação fundamenta seus pedidos com base em resoluções recentes do TSE que proíbem expressamente a utilização de deepfakes para prejudicar candidaturas, exigindo também a rotulagem clara de qualquer conteúdo gerado por inteligência artificial.

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