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PT sai em defesa de Padilha e diz que Lira `compromete liturgia do cargo´ ao chamar ministro de `incompetente´

Está no g1

O Partido dos Trabalhadores (PT [1]) divulgou nota  [2]nesta sexta-feira (12) na qual sai em defesa do ministro Alexandre Padilha [3] (Relações Institucionais) e diz que o presidente da Câmara, Arthur Lira [4] (PP [5]-AL), “compromete a liturgia do cargo” que ocupa ao chamar de “incompetente” o responsável pela articulação política [6] de Lula [7].

Nesta quinta-feira (11), Arthur Lira fez ataques a Alexandre Padilha durante entrevista em Londrina, no norte do Paraná [6]. O deputado disse que o ministro “é um desafeto pessoal” e planta “mentiras” sobre a influência do presidente da Câmara.

No comunicado que divulgou, o PT manifestou “irrestrita solidariedade” a Padilha e disse que é “inegável” a “competência” do ministro de Lula.

“Ao atacar o ministro Alexandre Padilha, o deputado Arthur Lira compromete a liturgia do cargo de presidente da Câmara e ofende a harmonia entre os Poderes da República”, afirma o PT.

Na nota, a legenda diz ainda que o Brasil precisa de “relações republicanas saudáveis” para superar um clima beligerante no país, provocado por disputas políticas.

“O PT reafirma seu apoio ao ministro Alexandre Padilha, repudia ataques que agridem a democracia e convoca as lideranças do país a colocarem os interesses do Brasil em primeiro lugar”, conclui o partido de Lula no comunicado (leia a íntegra aqui [2]).

Críticas de Lira e a resposta do ministro

O presidente da Câmara fez os ataques depois de ser questionado por jornalistas sobre a votação na Câmara que manteve a prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) [8].

Nos bastidores, deputados dizem que Lira ficou contrariado com o que considerou ser uma interferência do governo, sobretudo de Alexandre Padilha [9], na análise pela Câmara da situação de Brazão. Padilha disse, publicamente, que o governo orientaria pela manutenção da prisão.

Nesta sexta, em um evento no Rio de Janeiro, o ministro de Lula se defendeu. Questionado sobre a fala de Lira, Padilha disse que não desceria “a esse nível” e que seguirá atuando sem “rancor” [10].

“O único ato que fizemos durante a votação desse tema foi afirmar que o governo defendia a prisão desse parlamentar que [foi preso], a partir de um processo de investigação de seis anos, com uma atuação forte do ministro Flávio Dino [11] e do ministro Ricardo Lewandoski no governo do presidente Lula”, disse Padilha.

Governistas têm receio de que a crise entre Padilha e Lira atrapalhe a votação de propostas de interesse do Executivo no Congresso Nacional.

Foto reproduzida da Internet

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