Está no Globo
O grupo que tentou desviar R$ 73 milhões da Caixa forjando um bilhete de Mega-Sena premiado usou 200 contas para camuflar a origem do dinheiro roubado, segundo levantamento preliminar da polícia. Mas, em alguns momentos, cometeu erros considerados crassos. Dias depois do golpe, um dos suspeitos foi a uma concessionária em Goiânia e comprou nada menos do que seis Corollas e uma caminhonete Hillux de uma única vez. Para a polícia, esta foi, provavelmente, a maior venda desses tipos de carro numa concessionária para um único cliente. Em geral, quem faz compras desse tamanho são empresas.
A polícia se surpreendeu com a simplicidade do golpe. Num mundo marcado pelo domínio da tecnologia, a fraude teria se limitado à abertura de uma conta em nome de um correntista fictício e à liberação do pagamento de R$ 73 milhões por um bilhete premiado também inexistente. A Caixa informou que o gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis (TO), Robson Pereira do Nascimento, um dos acusados, autorizou o pagamento do falso prêmio sem a apresentação do bilhete. Nascimento está preso desde o mês passado, quando se tornou um dos principais suspeitos da fraude.