Troça do Peru e Xibiu com Mel no Ponto G
Sempre gostei de carnaval, aliás eu e minha esposa, Valéria, tanto assim que começamos a namorar em um carnaval. Durante quinze anos ininterruptos passamos o Reinado de Momo no circuito Olinda/Recife e foi, exatamente num ano que deixamos de ir ao carnaval pernambucano devido ao falecimento de uma prima que morava em Olinda – nos hospedávamos na casa dela – que surgiu a Troça do Peru na praia de Pirangi, litoral sul do RN.
Estávamos em casa, eu e Valéria, num domingo de carnaval, quando recebi uma ligação do amigo Emmanuel que tinha casa em Pirangi. Me perguntou o que estava fazendo e eu lhe disse que estava de bobeira. Ele nos convidou, então, para irmos a Pirangi que iria fazer um churrasco. Pegamos o carro e partimos rumo a Pirangi. Quando passamos em Pium vi uma faixa que me chamou a atenção pelo nome do bloco que iria sair naquele domingo na localidade. “Hoje, às 16h, Xibiu com Mel”. Cai na risada.
Chegando na casa de Emmanuel em Pirangi, ele deitado na rede e Ilana – sua esposa – numa mesa ao lado já separando as carnes para o churrasco, contei a Emmanuel sobre o Xibiu com Mel e ele não se aguentou. Disse que isso lhe tinha sugerido uma ideia. Fundar um bloco para sair no domingo de carnaval em Pirangi. O nome do bloco seria Peru Azedo. Não acreditei e até brinquei com ele. Vamos fazer o encontro do Peru Azedo com o Xibiu com Mel no ponto G. Novamente risadas.
A mãe de Emmanuel que estava presente na casa dele – dona Ivan – achou o nome muito imoral. Aí, Emmanuel explicou que seria uma homenagem aos antigos veranistas de Pirangi, que passavam um mês na praia e só tiravam a sunga no último dia de veraneio, com o perú azedo da sunga que só via a água do mar, ou seja, água salgada. Mas dona Ivan não aceitou o argumento. O nome do bloco passou a ser, então, Troça do Peru, que durou dez anos.
Esse causo foi contado ao menos umas três vezes ao colega Diógenes Dantas. Uma no portal Nominuto.com e as outras duas vezes na 96FM quando ele apresentava o Jornal 96. Sempre quando estava próximo ao carnaval. Da última vez que fui ao programa contar sobre a história da Troça do Peru, Emmanuel, como diretor do bloco, me acampanhou. Aí eu disse para Diógenes que Emmanuel era o “Peru Mor”. KKKKKKKK. Diógenes, sempre brincalhão, disse: Como é Barbosa, Emmanuel é o peru mole. Ninguém se conteve no estúdio, todos caíram na gargalhada.
Foto: Arquivo pessoal