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Que causo é esse, Barbosa?

Quando virei deboche de um portuga

Estávamos em Lisboa, eu, minha esposa Valéria e um grupo formado por familiares e amigas. Um tour de 15 dias por terras lusitanas. Além de Lisboa, conhecemos nesta viagem Porto e mais outras dez cidades.

Aproveitamos o último dia em Lisboa para fazer algumas compras. Como poderia dar excesso na bagagem que levamos, decidimos cada um comprar mais uma mala para suporte.

No retorno para o hotel, já com as compras e malas novas, Patrícia Queiroz, que fazia parte do grupo, pediu para Valéria levar a mala nova dela com as compras que fez para o nosso quarto, já que ela e Graça Praxedes, outra amiga que estava no tour conosco, iam fazer um lanche fora do hotel.

Retornávamos ao Brasil no dia seguinte em voo direto Lisboa/Natal. Por volta das 20h30, Valéria me pede para ir deixar a mala de Patrícia com as compras dela no quarto em que ela estava. Salvo engano uns cinco andares abaixo do nosso. De camiseta básica, bermuda e sandálias havaianas não contei conversa. Peguei a mala de Patrícia e fui deixar, conforme Valéria havia me pedido.

Sai do quarto e esqueci que Valéria estava relaxando na banheira e descontraída numa ligação para nossos filhos em Natal. Ocorre que ao retirar o cartão da porta automaticamente as luzes de todo o quarto se apagam, inclusive as do banheiro. Em síntese, Valéria ficou totalmente no escuro. Não lembrei deste detalhe.

Peguei o elevador e fui deixar a mala de Patrícia. Ela e Graça já tinham retornado ao hotel. Deixei a encomenda e fui pegar o elevador para voltar para o meu quarto, só que me deu um branco e esqueci o número do quarto e o andar. No cartão de abrir porta não constava o número do apartamento. Que fiz eu: fui direto na recepção. No trajeto do elevador até a recepção, entra um Sr só de bermuda, sem camisa e descalço. Em seguida num andar mais abaixo um casal todo alinhado. Olhei pro Sr que estava só de bermuda, sem camisa e descalço, e me confortei, já que eu estava de bermuda, camisa básica e chinelos.

Todos descemos até a recepção. O casal devia ir para algum compromisso fora do hotel, o Sr foi direto para o restaurante e eu para a recepção pra recuperar o número do meu quarto. Quando relatei o caso ao portuga que estava na recepção, ele debochou e caiu na gargalhada. Talvez pensando na zorra que a gente faz com os portugueses. Foi a forra. Mas, gentilmente me passou o número do meu quarto.

Quando cheguei no quarto, Valéria estava irada, e com razão. Deixei ela na banheira e no escuro. No café da manhã quando contei o que ocorreu todo mundo caiu na gargalhada, dizendo que isso só acontecia comigo.

Foto: Arquivo pessoal

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