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Reajustar servidores, corrigir IR e atender catadores: o `pacote de bondades´ do governo no ano eleitoral

Está no Blog da Ana Flor

Em ano eleitoral [1], o governo planeja um “pacote de bondades”, que inclui correção da tabela do Imposto de Renda, reajuste para servidores e um benefício para catadores.

Confira o que está em preparação:

Imposto de Renda

A área econômica estuda uma correção para a tabela do Imposto de Renda [2] .

Segundo interlocutores do governo federal, a correção da tabela do IR não elevaria a faixa de isenção, dos atuais R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil — proposta aprovada pela Câmara dos Deputados no ano passado, mas que não foi levada adiante no Senado [3] Federal.

De acordo com fonte do Executivo, uma eventual correção da tabela neste ano seria menor, e teria por base o excesso de arrecadação que vem sendo registrado.

O valor da nova faixa de isenção, menor do que os R$ 2,5 mil propostos na reforma tributária, ainda está sendo calculado.

Também não está descartada a possibilidade de redução do Imposto de Renda das empresas, o IRPJ.

A definição final de como seriam usados os recursos da arrecadação extra, se para a pessoa física ou para as empresa — ou uma junção das duas possibilidades — vai depender de negociação no Congresso Nacional.

Em paralelo ao plano de correção do IR, o governo desistiu de ampliar de 25% para 33% o corte no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que chegou a ser anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes [4].

O tema foi vetado pelo Palácio do Planalto depois de os governadores terem fixado uma alíquota considerada elevada para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis.

Reajuste de servidores

A solução para o reajuste dos servidores também segue em debate interno.

Entre as possibilidades, estão:

As discussões acontecem em meio à deflagração de greve por parte dos servidores do Banco Central e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS [8]) nas últimas semanas, além de paralisações pontuais no Tesouro Nacional [7] e na CGU, entre outras categorias.

Um reajuste maior para todos os servidores, de 4% a 5% [9], a partir de julho, custaria de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões somente neste ano, e não caberia no teto de gastos (mecanismo que limita a maior parte das despesas à variação da inflação no ano anterior). Portanto, ainda seria preciso, nesse caso, arrumar espaço no orçamento.

Fonte da área econômica indica que a solução de conceder R$ 400 por meio do vale-alimentação beneficiaria os servidores que ganham menos: cerca de 70% ganham até R$ 6 mil. Nesse caso, equivaleria a um aumento de cerca de 8%. E não abrangeria servidores inativos.

Programa para catadores

O governo também deve anunciar um programa de reciclagem que beneficiará catadores informais, de acordo com interlocutores do Executivo.

A intenção é que, se funcionar conforme a previsão, o programa possa incrementar a renda dos catadores em R$ 200 a R$ 300 por mês, para que eles passem a ser “agentes de preservação do meio ambiente”.

A proposta é que o programa seja bancado com recursos das empresas, sem dinheiro público envolvido.

Pelas regras atuais, as empresas têm responsabilidade compartilhada no manejo e retorno dos resíduos. Com o novo programa, será criado um estímulo para que possam cumprir a cota gastando menos.

Segundo uma fonte do governo, há cerca de 800 mil catadores no país, público que seria beneficiado pela proposta. A regulamentação deve sair na próxima semana.

Foto reproduzida da Internet



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