Está no Blog da Julia Duailibi
Relatório do Ministério da Justiça aponta que já em 2019, durante a gestão de Sergio Moro (União Brasil -PR) no ministério do governo Jair Bolsonaro (PL), as câmeras de segurança do presídio de segurança máxima de Mossoró já não estavam funcionando corretamente.
Naquele ano, um dos presos pegou a arma de um agente penitenciário e ameaçou funcionários. Nada foi gravado.
Segundo o relatório obtido pelo blog, toda o caso não foi visualizado em tempo real pela equipe de monitoramento eletrônico em virtude da ausência de câmeras, assim como o resgate das imagens não foi possível porque o sistema de gravação estava inoperante.
Na madrugada de quarta-feira (14), dois presos, Rogério Mendonça e Deibson Nascimento, ligados ao Comando Vermelho, fugiram da penitenciária [1], fato inédito em uma cadeia de segurança máxima no Brasil.
Os dois presos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró usaram barras de ferro (vergalhões) que tiraram da própria parede das celas para aumentar o buraco que usaram para escapar. A dupla enrolou o uniforme azul na barra de ferro para fazer menos barulho. Segundo pessoas ligadas à investigação, por estarem no Regime Disciplinar Diferenciado (RRD), Rogério e Deibson não saem nem para o banho de sol —que acontece em um solário individual dentro da cela.
O blog apurou que as paredes da celas estavam danificadas pela umidade. Isso porque os locais não passavam por manutenção havia muitos anos.
O senador Sergio Moro disse ao blog que “nenhum preso fugiu” sob sua gestão no Ministério da Justiça e que isolou líderes do PCC nos presídios federais. “Foi dado início ao projeto de construção da muralha no presídio federal de Brasília. Na mesma época, estávamos com projeto encaminhado para troca das plataformas das câmeras em todos os presídios federais. Infelizmente, nas gestões posteriores não foi dado encaminhamento.”
Foto reproduzida da Internet