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A descoberta de hidrocarbonetos pela Petrobras na Margem Equatorial foi celebrada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, como um avanço capaz de ampliar a relevância do Brasil no cenário energético internacional. O anúncio ocorreu na sexta-feira (14), após a estatal identificar a presença de petróleo ou gás durante a perfuração do poço Morpho, a cerca de 180 quilômetros da costa do Amapá.
Em publicação nas redes sociais, Silveira afirmou que foram “mais de três anos intensos em defesa da nossa economia e soberania energética” e classificou o achado como um acontecimento com potencial para “ressignificar o nosso futuro e reposicionar o Brasil na geopolítica global”.
Segundo o ministro, o resultado seria consequência das políticas implementadas pelo governo federal. “Não foi sorte achar petróleo na Margem Equatorial, foi o resultado do árduo trabalho do nosso governo e da implementação responsável de suas políticas públicas”, escreveu.
Silveira também atribuiu papel à Advocacia-Geral da União (AGU) e aos trabalhadores da Petrobras no processo de exploração da região. Para ele, a continuidade das atividades, desde que realizada com segurança e sustentabilidade, poderá gerar investimentos, empregos e renda.
“Podemos criar novas divisas e garantir que toda essa nossa potencialidade traga centenas de bilhões em investimentos, empregos e renda para brasileiras e brasileiros”, afirmou o ministro, acrescentando que o desenvolvimento poderia beneficiar especialmente as regiões Norte e Nordeste.
Descoberta ainda não significa nova reserva
Apesar da celebração do governo, a Petrobras ainda precisa avançar nos estudos antes de determinar o real potencial econômico da descoberta. Os hidrocarbonetos foram identificados a partir de perfis elétricos e de sinais encontrados nas rochas durante a perfuração do poço.
A estatal deverá agora avaliar o volume de petróleo e gás presente na área e verificar se a eventual extração é tecnicamente e economicamente viável. Por isso, a descoberta ainda não representa uma nova reserva pronta para produção.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o resultado reforça o otimismo da companhia em relação à Margem Equatorial. A região é considerada estratégica para a reposição das reservas brasileiras e para garantir o abastecimento energético durante o processo de transição para fontes de menor emissão de carbono.
A Margem Equatorial se estende pela costa de Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O interesse exploratório também é impulsionado pelas características geológicas semelhantes às encontradas na costa da Guiana e do Suriname, onde grandes reservas foram descobertas nos últimos anos.
No caso do poço Morpho, a Petrobras detém 100% de participação no bloco e é responsável pela operação. A área foi adquirida pela estatal durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013.
Agora, a estatal inicia uma nova etapa de investigação para determinar a dimensão e as características da ocorrência. Somente após a conclusão dos estudos será possível saber se o achado poderá se transformar em uma nova frente de produção de petróleo e gás no país.
Foto: Ricardo Stuckert