Está no Blog do Edmilson Ávila
A Prefeitura do Rio decidiu estender para toda a orla da cidade os bloqueios na noite do réveillon, de quinta (31) para sexta-feira (1º). As medidas já previstas para Copacabana [1] agora valerão para as praias da Zona Sul (a partir do Flamengo) e até o Recreio e serão publicadas em decreto no Diário Oficial ainda nesta segunda-feira (28).
Na semana passada, o prefeito em exercício do Rio, vereador Jorge Felippe (DEM), determinou o fechamento dos acessos a Copacabana [2], tradicional palco da festa da virada, que foi cancelada [3], e proibiu a queima de fogos e equipamentos de som na orla.
Veja o que será proibido na noite da virada:
- Acesso à praia para quem não mora no bairro
- Estacionamento na orla e ruas do entorno
- Festas e equipamento de som na orla
- Queima de fogos
- Barraqueiros em pontos fixos
- Circulação de ônibus, micro-ônibus e vans de fretamento
As medidas foram tomadas após o aumento do número de casos e mortes por Covid-19 nas últimas semanas no Rio de Janeiro. Já foram registradas quase 25 mil mortes pela doença no estado [4], mais da metade na capital.
O Blog apurou que, a fim de evitar aglomerações na virada, ao longo das praias serão montadas barricadas em pontos-chave, como o Cebolão da Barra da Tijuca. A ideia é que apenas moradores possam ir às areias do respectivo bairro.
Também dentro desse pacote de restrições, o metrô anunciou nesta segunda-feira que no dia 31 as linhas vão parar de circular às 20h [5]. É a primeira vez, desde 1998 — quando o metrô chegou a Copacabana —, que não haverá operação na virada.
Na última quarta-feira (23), Felippe já havia adiantado algumas das medidas restritivas, que incluem, além do bloqueio de Copacabana, a proibição de estacionamento de veículo na orla e ruas do entorno, o bloqueio do transporte público para acesso a Copacabana e a proibição de festas privadas tanto no calçadão quanto na areia.
Detalhamento das regras:
- A queima de fogos ficará proibida em toda a orla da cidade desde as 0h do dia 30 de dezembro até as 7h do dia 1º de janeiro. Nem mesmo a rede hoteleira poderá acionar fogos de artifício;
- Proibida a realização de festas privadas, shows ou qualquer evento ao longa da orla, pelos quiosques, seja na areia ou no calçadão, inclusive a colocação de cercadinhos;
- O uso de equipamentos de som será proibido em toda a extensão da orla a partir da 0h do dia 31 até as 6h do dia 1º, inclusive na faixa de areia, quiosques e calçadão;
- O trabalho dos ambulantes também será restringido. A permanência de barraqueiro em ponto fixo, tanto na areia da praia quanto no calçadão, ficará proibida da 0h do dia 31 às 6h do dia 1º;
- Bloqueios viários nos acessos à orla, inclusive de veículos de entrega e de carga e descarga, entre 20h de quinta (31) e 3h do dia 1º; exceto veículos de moradores e hóspedes de hotéis, mediante comprovantes, e transporte de empregados de estabelecimentos da orla;
- Ônibus, BRT, micro-ônibus e vans de fretamento não poderão entrar nos acessos à orla cidade do Rio de Janeiro a partir das 20h do dia 31 até as 3h do dia 1º.
- Táxi só entra com passageiro com comprovante de morador, hóspede ou trabalhador;
- Estacionamento proibido em toda a extensão da orla, exceto moradores ou hóspedes de hotéis, com comprovantes.
Bloqueios
Os quiosques, entretanto, estão autorizados a funcionar como vêm operando desde a reabertura, em julho, “com quantidade reduzida de mesas, distanciamento de 1,5 m entre elas, e seguindo todos os protocolos de segurança e higiene”, segundo a concessionária Orla Rio.
Prefeito até 31 de dezembro
Jorge Felippe é presidente da Câmara dos Vereadores e assumiu a prefeitura após a prisão e afastamento de Marcelo Crivella (Republicanos) [2]. Fernando Mac Dowell, que era o vice de Crivella, morreu em 2018.
Foto: Leonardo Ferreira/Arquivo pessoal