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RN se consolida como maior exportador de atum do Brasil

Com a pandemia do coronavírus e as restrições das atividades econômicas em muitos países, o Rio Grande do Norte se destacou ainda mais nas exportações de atum nos últimos tempos, por ser um dos peixes mais demandados pelos consumidores internacionais.  Em 2021 a produção potiguar – até o fim do mês de julho – foi de 2.500 toneladas. Desse total, 1.700 toneladas foram para exportação, principalmente para os Estados Unidos. 

Atualmente 70% das capturas da pesca industrial – atum, meca e lagosta – no RN vão para exportação e 30% ficam no mercado interno. De 1 de Janeiro a 31 de Julho de 2021 a produção gerou um montante de aproximadamente US$ 20 milhões de dólares. 14 milhões   dos peixes e 6 milhões das lagostas. No ano passado a produção total representou um faturamento de aproximadamente 9 milhões de dólares. Ou seja, nesse ano o  desempenho foi 2 vezes melhor que em 2020. 

A evolução no setor no RN é explicada diante do aumento de empresas de pequeno e médio porte com o crescimento de embarcações trabalhando especificamente na pesca do atum.

Com o esgotamento dos recursos pesqueiros costeiros, a principal alternativa para o desenvolvimento do setor pesqueiro nacional, excetuando-se a aqüicultura, reside na pesca oceânica, voltada para a captura de atuns e peixes afins. Tanto que mesmo com entraves, como falta de mão-de-obra especializada, tecnologia e embarcações adequadas, ainda existem vantagens para essa modalidade. Entre elas, a localização geográfica. As frotas operando a partir de portos brasileiros alcançam cardumes mais rapidamente, enquanto que países com tradição pesqueira, como Japão, Taiwan, Coréia, Espanha e Portugal são obrigados a viajar mais de 20.000 km para atingir áreas de pesca.

Foto: Divulgação


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