por Carlos Alberto Barbosa
Enganam-se os que pensam que os ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e das Comunicações, Fábio Faria, têm projetos para o Rio Grande do Norte. Ambos têm projetos pessoais de poder, mas não para o estado. Fosse assim um dos dois já teria se lançado pré-candidato a governador para disputar as eleições do próximo ano.
Já abordei isso em editorial no Blog e na minha coluna no portal Nominuto.com. Clique aqui [1] para conferir.
Volto ao assunto porque os dois ministros bolsonaristas ficam pousando de críticos ao governo da petista Fátima Bezerra, mas não têm projetos para apresentar ao povo do Rio Grande do Norte. O que eles querem é um candidato a governador “boi de piranha” para chamar de seu. Tanto Rogério Marinho quanto Fábio Faria querem o “céu”, já dizia o saudoso senador Agenor Maria, ou seja, o Senado, lembrando que quem se eleger senador terá oito anos de mandato.
O ministro do Desenvolvimento Regional já foi cortejado pelo patrão para ser candidato ao Senado com o aval do mensaleiro Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, partido o qual Marinho deve se tornar sua maior liderança no Rio Grande do Norte. Consta no currículo de Rogério Marinho as relatorias da reforma da previdência e trabalhista, e certamente o eleitor lembrará disso na hora de votar, obviamente.
Fábio Faria foi “mordido pela mosca azul” lançada pelo filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, que abriu a “porta da esperança” para o genro do dono do STB, apresentador Silvio Santos, lembrando o nome dele para compor chapa com o pai na condição de vice nas eleições presidenciais do próximo ano. O filho do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, que deixou quatro folhas de salários do funcionalismo público em atraso, tem o aval dos partidos do Centrão para ser o vice do capitão. No entanto, Bolsonaro prefere um militar para companheiro de chapa, no caso o general Braga Netto, atual ministro da Defesa. Segundo a jornalista Andréia Sadi, um nome de sua inteira confiança.
Neste caso, Fábio Faria teria que colocar em prática um projeto de carreira-solo à senatória ou ir atrás de um nome que possa concorrer a governador para chamar de seu. Já conversou com o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, que é do PDT, partido de oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Além disso, Carlos Eduardo Alves tá reticente quanto a uma candidatura ao governo. Já disse que se tiver o apoio da governadora Fátima Bezerra sairá candidato ao Senado. Resta a Fábio Faria apoiar a candidatura do empresário Haroldo Azevedo à sucessão estadual que já se lançou pré-candidato, ou sair candidato à sucessão de Fátima Bezerra. O mais lógico seria isso, formando uma chapa com DNA bolsonarista, ele para o governo e o colega ministro Rogério Marinho para o Senado. Acho que esta chapa teria a assinatura do presidente Bolsonaro, e claro, dos eleitores bolsonaristas no estado.
Fato é que Rogério Marinho e Fábio Faria têm discurso de oposição muitas vezes com fake news, mas não têm projetos para o Rio Grande do Norte. Querem um candidato a governador pra chamar de seu e que já venha com um programa de governo pronto, tipo, enlatado. Nenhum dos dois têm coragem para enfrentar a governadora Fátima Bezerra, candidata a reeleição, nas urnas. Primeiro, por falta de um projeto de governo e segundo por medo mesmo de perder a eleição. Lembro que a petista já derrotou as oligarquias e o pai do ministro das Comunicações, Robinson Faria, nas urnas.
O povo não é bobo!
Foto reproduzida da Internet