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Os detalhes sobre o ataque a tiros em um jantar de jornalistas [1] correspondentes da Casa Branca nos Estados Unidos [2], ainda estavam vindo à tona neste domingo (26), à medida em que as autoridades apuram o incidente. O evento contava com a presença do presidente Donald Trump [3] e outras autoridades do governo norte-americano.
O que se sabe até o momento é que a segurança do jantar de gala foi fraca e que o suspeito está sendo investigado pelo FBI e será formalmente acusado pela Justiça dos EUA na segunda-feira (27).
O ataque ocorreu durante o jantar de gala que ocorria em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA, na noite de sábado. Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto. O presidente norte-americano chamou o incidente de “momento traumático” [4] e elogiou o trabalho dos agentes de segurança. (Leia mais abaixo)
Falhas na segurança
O esquema de segurança do jantar de gala era fraco, relatou a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl, que estava presente no evento. Segundo Raquel, não houve revista aos convidados.
“A segurança nesses jantares normalmente não é reforçada. Todo mundo que tem um convite entra facilmente, (…) não teve raio-x, não teve nada. Aqui teve vários eventos paralelos que ocorreram antes do jantar. Aí, quando vai para o salão do jantar a gente tem que passar por uma revista, (…) mas isso já é vários andares mais para cima no hotel”, afirmou Raquel.
Segundo a repórter, os tiros ocorreram antes do bloqueio de segurança que dava acesso ao salão principal.
Ainda segundo Raquel, os tiros foram ouvidos quando os convidados tinham acabado de começar [5] a comer. Nesse momento, os convidados rapidamente começaram a se esconder debaixo das mesas e agentes do Serviço Secreto entraram no salão com armamentos pesados. No “momento surreal”, alguns chegaram até a fazer barricadas com cadeiras, segundo uma correspondente da rede britânica BBC.
Investigação do FBI: suspeito hospedado em hotel, armas utilizadas e motivação
O suspeito foi identificado pelas autoridades como Cole Allen, de 31 anos, um morador da Califórnia. A polícia de Washington D.C. afirmou que Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. Trump o chamou de “lobo solitário e doente” [4].
Um vídeo de câmera de segurança compartilhado por Trump mostrou Allen correndo em alta velocidade [6] para passar pelo bloqueio de segurança em direção ao salão do jantar. No entanto, ele foi derrubado por agentes do Serviço Secreto e preso ainda do lado de fora.
Ele estava hospedado no hotel e acredita-se que ele chegou ao andar do evento pelo elevador, segundo a polícia de Washington. Houve troca de tiros entre o suspeito e agentes de segurança, e Allen disparou ao menos um dos tiros ouvidos pelos presentes. Um agente do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e está bem de saúde.
O FBI iniciou ainda durante a madrugada buscas em uma casa ligada a Allen em Torrence, na Califórnia, onde ele mora. A polícia local disse também acreditar que Allen agiu sozinho.
Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, as suas motivações para o ataque. No entanto, ele teria admitido aos agentes após ser preso que queria atirar em integrantes do governo Trump [7], segundo a CBS News.
Allen aparecerá em um tribunal federal já na próxima segunda-feira (27), onde será formalmente acusado na Justiça dos EUA por dois crimes, segundo a procuradora Jeanine Pirro:
- Uso de arma de fogo durante a prática de um crime violento;
- Agressão a um agente federal com o uso de uma arma perigosa.
`Momento traumático´, diz Trump
Trump falou em coletiva de imprensa na Casa Branca sobre o incidente no jantar de gala. Ele chamou o incidente de “inesperado” e falou aos jornalistas achar inicialmente que o barulho dos tiros era uma bandeja caindo.
“Era um barulho muito alto e estava muito de longe. A [primeira-dama] Melania percebeu rapidamente que havia algo errado. (…) Quero agradecer, claro, à primeira-dama. Foi um momento traumático também para ela, muitas coisas acontecendo ali em cima, muito rapidamente no palco, mas o tempo de reação foi muito bom”, disse.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, disse.
O presidente norte-americano elogiou a rapidez e eficácia dos agentes de segurança para deter o suspeito.
Tiros em jantar de gala nos EUA
Trump foi retirado na noite deste sábado (25) do jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
O evento anual ocorreu em um hotel em Washington e reunia centenas de convidados, entre jornalistas e autoridades. Jornalistas da TV Globo também estavam no jantar.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. “Ser presidente é uma profissão perigosa”, disse o líder norte-americano.
Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado.
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o ataque a tiros no jantar de gala:
- Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
- O evento ocorreu em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA. Não havia revista, seguranças apenas chegaram ingressos na entrada, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
- Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, segundo agências de notícias internacionais;
- O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação em um hospital na cidade;
- Também estavam no evento o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram evacuados em segurança;
- O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de pedidos de Trump para que fosse retomado;
- A organização do evento informou que não há feridos;
- O suspeito do ataque estaria hospedado no hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.
Foto reproduzida da Internet