Está no Estado de S. Paulo
Líderes do Movimento Passe Livre (MPL) reconheceram ontem, em reunião de conciliação na sede do Ministério Público do Estado (MPE), que não têm mais controle sobre a massa que participa dos protestos contra redução das tarifas de ônibus, trem e metrô. Mantiveram, porém, a decisão de fazer hoje, a partir das 17h, outro ato na cidade de São Paulo. A concentração será na frente do Teatro Municipal, no centro.
O professor João Victor Pavesi de Oliveira, do diretório paulistano do PSOL, foi um dos participantes da audiência convocada pelo promotor de Justiça Maurício Ribeiro Lopes para negociar uma trégua nas passeatas e suspender o ato de hoje. Os representantes das entidades que estavam no evento -além do MPL, havia membros do PSOL, PSTU, PCO e até do PT e representantes do sindicato dos metroviários – concordaram com a proposta mediada pelo promotor: restringir o ato apenas à área do teatro caso o reajuste da tarifa seja suspenso temporariamente. A proposta do MPL é que, nos próximos 45 dias, a tarifa seja congelada em R$ 3 – hoje éde R$ 3,20. No período, uma comissão com representantes do poder público e das entidades analisariam as planilhas de custos que compõem a passagem. O promotor se comprometeu a enviar a proposta ainda hoje ao prefeito Fernando Haddad (PT) e ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).