por Carlos Alberto Barbosa
Uma pergunta que não quer calar: será que o presidente Jair Bolsonaro saberia dizer onde se encontra o ex-assessor do então deputado Flávio Queiroz (PSL-RJ), hoje senador, que por sinal é seu filho, investigado por movimentações financeiras atípicas apontadas pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que o governo tentou colocar sob os cuidados da Polícia Federal, sob o comando do ministro da Justiça, Sergio Moro? E Sergio Moro por que ainda não mandou a Polícia Federal ir atrás de Queiroz?
Pergunto porque nesta segunda-feira (29), Bolsonaro em mais um de seus arroubos semanais ou seria diários, certamente para encobrir as ações estapafúrdias de seu governo, disse de forma desrespeitosa para com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, usando, inclusive, a imprensa: “Um dia se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele”.
O pai de Felipe , Fernando Santa Cruz, foi militante de esquerda na ditadura militar e desapareceu em um encontro que teria no Rio de Janeiro, em 1974, com um colega militante, Eduardo Collier Filho, da mesma organização. Segundo o livro “Direito à memória e à verdade”, produzido pelo governo federal, Fernando e o colega foram presos juntos em Copacabana por agentes do DOI-CODI-RJ em 23 de fevereiro daquele ano. Sua família nunca soube do paradeiro dele.
Sobre a declaração de Bolsonaro, a diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck disse que “é terrível que o filho de um desaparecido pelo regime militar tenha que ouvir do presidente do Brasil, que deveria ser o defensor máximo do respeito e da justiça no país, declarações tão duras”.
Em Nota Felipe Santa Cruz declarou que “Bolsonaro demonstra traços de caráter graves em um governante: a crueldade e a falta de empatia”.
Por que não te calas Bolsonaro!
Foto reproduzida da Internet