A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Ações de Saúde (SUAS), finalizou, nesta quarta-feira (17), a produção de um vídeo que estimula a redução de danos para o uso de álcool por meio do consumo de água. A proposta da Coordenação Estadual de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do RN é veicular o áudio visual em meios de comunicação social e mídias diversas, além de utilizar a produção nas diferentes campanhas desenvolvidas sobre o tema.
De acordo com Adriano Marcos Araújo de Souza, Coordenador Estadual de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do RN é preocupante a prevalência da dependência do álcool na população masculina e, portanto, é necessário o aprofundamento destas discussões para a Saúde do Homem. Para ele, o poder da comunicação poderá trazer resultados eficientes na abordagem da problemática do uso de álcool na sociedade colaborando com a Política de Redução de Danos.
O material foi produzido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que por meio da Secretaria de Educação à Distância (SEDIS) realizou toda a produção técnica das filmagens e edição. A locação foi cedida por um empresário local.
Danos sociais e à saúde
A literatura deixa em evidencia o álcool como a substância que tem maior associação com os comportamentos de risco. Isto devido aos efeitos sobre o comportamento como a falta de inibição do medo em função das ações ansiolítica ou a diminuição da capacidade do indivíduo de planejar ações em respostas as situações de ameaça, devido às alterações nas funções cognitivas.
Segundo publicação da Revista de Psiquiatria, frequentes episódios trágicos são associados ao uso indevido dessa substância. O álcool é responsável por 30% a 50% dos acidentes graves e fatais de trânsito em diversos países. Seu consumo tem sido associado à perpetração de 50% de todos os homicídios, mais de 30% dos suicídios e tentativas de suicídio e a uma ampla gama de comportamentos violentos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Relatório sobre a Saúde no Mundo, das 20 doenças na faixa etária de 15 a 44 anos que acarretam anos vividos com alguma incapacidade, os transtornos relacionados ao abuso de álcool assumem o segundo lugar com 5,5%.
No Brasil, aproximadamente 12,3% da população pode ser considerada dependente de álcool de acordo com os critérios da CID-10 e do DSM-IV, sendo a prevalência de 17,1% entre a população masculina e 5,7% na população feminina, segundo levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A dependência alcoólica assume uma alta prevalência quando comparada com muitas outras doenças e atualmente representa, em termos nacionais, um dos maiores problemas de saúde pública.
Política de Redução de Danos
Observando a preocupante prevalência da dependência do álcool na população masculina e a importância deste tema para a Saúde do Homem, a Coordenação Estadual de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do RN propõe uma abordagem da problemática do uso de álcool na sociedade, na perspectiva da Política de Redução de Danos.
É uma política pública oriunda de uma estratégia que, no caso do uso de drogas, busca lidar com a problemática considerando sua difícil interrupção. Portanto se a abstinência não se configura como uma meta provável de ser alcançada, a redução de danos busca minimizar as consequências adversas do consumo de drogas do ponto de vista da saúde e seus aspectos sociais e econômicos. Então, como existe uma série de estratégias dessa natureza que diz respeito especificamente ao uso do uso do álcool, foi escolhido trabalhar a divulgação de ações dentro da Política de Redução de Danos voltada para essa substância na população masculina.