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Sim, o presidente Lula merece um quarto mandato e tem o apoio do Brasil 247, diz editorial do site

Lula assumiu, em 2023, um país devastado: instituições sob ataque, fome de volta, orçamento capturado. Reconstruiu o Estado sem abrir mão da democracia.

Os resultados estão aí. O Brasil saiu do Mapa da Fome, o desemprego chegou aos menores níveis da série histórica, a renda do trabalhador voltou a crescer, a inflação caiu para a meta e o real se fortaleceu.

A reforma tributária, enterrada por décadas, foi aprovada. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil corrige uma injustiça antiga e passa a conta aos super-ricos.

O desmatamento na Amazônia caiu, e o Brasil sediou a COP30 em Belém como protagonista da agenda climática. Bolsa Família, Pé-de-Meia, Minha Casa Minha Vida e o Novo PAC voltaram ao centro da ação do Estado.

Na frente externa, Lula enfrentou o tarifaço estadunidense com soberania, sem se curvar. Na frente institucional, o STF condenou Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. Quem tentou derrubar a democracia pela violência responde por isso.

Nada disso se fez sozinho. Geraldo Alckmin trouxe interlocução com o setor produtivo e a política industrial. Marina Silva reergueu a política ambiental, e Simone Tebet deu rumo ao planejamento. Esther Dweck modernizou a gestão pública, e Bernard Appy desenhou a reforma tributária. Aloizio Mercadante recolocou o BNDES a serviço do desenvolvimento, e Magda Chambriard conduziu a Petrobras de volta ao investimento nacional. É um time de peso, e o contraste com o desmonte anterior é enorme.

Lula repete que o Brasil não aceitará ser apenas exportador de matéria-prima e importador de tecnologia. O quarto mandato será o da reindustrialização.

Os minerais críticos são o centro dessa virada. O país detém reservas estratégicas de lítio, nióbio, grafita e terras raras, e o marco da exploração deve condicionar a mineração à transformação local. O minério fica aqui e vira baterias, ímãs, semicondutores e equipamentos de alta tecnologia, fabricados por trabalhadores brasileiros.

A soberania exige também uma indústria de defesa forte, com tecnologia nacional. Exige produzir aqui os fármacos e insumos de que o SUS depende, sem ser refém de cadeias externas. E exige fertilizantes nacionais, dos quais o agronegócio e a segurança alimentar dependem.

Energia: autonomia e transição verde

Lula defende a autonomia em combustíveis, com a Petrobras investindo em refino e em novas fronteiras, como a Margem Equatorial. O Brasil tem sol, vento, água, biomassa e hidrogênio verde para liderar a economia de baixo carbono, gerando emprego industrial e tecnologia próprios. Exige, acima disso, uma gestão econômica ambiciosa e responsável, capaz de fazer a economia atingir de novo o grau de investimento, que possa catapultar o padrão de crescimento para níveis asiáticos.

A meta de desmatamento líquido zero até 2030 integra o programa da coligação. Habitação, saneamento, mobilidade urbana e adaptação das cidades ao clima completam a agenda ambiental.

Lula coloca no centro do próximo mandato a escola em tempo integral como compromisso nacional, a tarifa zero no transporte urbano, a justiça tributária ampliada e o reforço da segurança pública. A tarifa zero ainda depende de um modelo de financiamento, e é aí que o debate precisa avançar.

Poucos governantes reuniram, ao longo da história, o que Lula reúne. É um democrata que enfrentou a perseguição sem romper com as instituições. É um humanista que fez do combate à fome o eixo do Estado.

É um articulador capaz de reunir, na mesma chapa e no mesmo governo, adversários de ontem em torno de um projeto de país. É um agregador político que constrói pontes onde outros erguem muros. É um estadista que fala ao mundo em nome do Brasil, com firmeza e sem subserviência.

A reconstrução foi o primeiro passo. O próximo é transformar o país, com melhores empregos, mais igualdade, mais tecnologia e mais soberania.

A mídia corporativa vai seguir semeando a descrença, mas os números e as obras desmentem o catastrofismo.

Com o primeiro turno marcado para este domingo, a escolha é entre voltar ao abismo fascista ou, superando o tempo dos golpes, desenvolver o país ainda mais.

Para avançar nesta imensa tarefa, sim, este Brasil 247 recomenda o voto em Lula e nos candidatos que, nos diversos níveis, podem confluir para guiar o país — e, indiretamente, o planeta — a libertar-se das tenazes do atraso e a caminhar de vez em direção ao desenvolvimento inclusivo e compartilhado, ao diálogo e à paz.

Foto: Ricardo Stuckert

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