O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira, disse hoje que a situação encontrada na saúde é de problema de gestão.
– A saúde se encontra num estado gravíssimo, o que vemos é a precarização dos trabalhos dos profissionais da saúde. Não podemos ficar esperando a arrecadação aumentar, o repasse melhorar, há atitudes que podemos tomar agora e que precisam apenas de um melhor uso da tecnologia que temos, de forma simples.
Para ele não adianta exigir compromisso dos profissionais e não oferecer condições dignas de trabalho. Ele enumerou a ortopedia e a psiquiatria como os maiores problemas referentes à gestão. Muitos leitos espalhados pelos corredores do Walfredo Gurgel e falta de organização no gerenciamento de leitos, são os problemas mais simples vividos pelos profissionais.
Confira a seguir os principais pontos anunciados à imprensa:
Os sindicatos, através de assessoramento jurídico irão emitir ações judiciais para que haja o encaminhamento de pacientes que estão nos corredores do Hospital Walfredo Gurgel para hospitais particulares e pacientes do Hospital João Machado para a Casa Santa Maria, que possui leitos disponíveis para pacientes provenientes do SUS.
A partir da situação apresentada pelos representantes sindicais dos hospitais regionais de Mossoró, Currais Novos e João Câmara, ficou clara a existência de um déficit de profissionais para cobrir as escalas. Em busca de uma melhora no atendimento será exigida a estes hospitais uma equipe mínima para atendimento com clinico, pediatra, cirurgião geral, anestesista e ortopedista. E em maternidades, ainda um obstetra.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos essa medida é uma das formas de desafogar os principais hospitais do estado e garantir um atendimento digno a população do interior, sem ter que encaminhá-lo desnecessariamente aoshospitais de referencia.
Por fim, o sindicato dos médicos, de odontologia e o SindSaúde se posicionaram totalmente contrários aos contratos de trabalho não legalizados e que ferem os direitos trabalhistas, e que atualmente tem sido empregados pelos gestores da saúde.
– Nós acreditamos que deve haver sim, uma suplementação do SUS firmada através de convênios com particulares, mas isso exige respeito ao profissional e acima de tudo a população, afirma Geraldo Ferreira. (Com informações da assessoria de imprensa do Sinmed/RN)
Obs do blog: Já que o ministro da Saúde Alexandre Padilha estará neste sábado em Natal, não deixa de ser um bom momento para se levar ao conhecimento dele a real situação da saúde no estado e, claro, debater o assunto.