Para turbinar a formação dos brasileiros, o governo está apostando tudo no Plano Nacional de Educação, editado em 2011, que prevê uma série de metas para todos os níveis de ensino, entre elas, elevar a 33%, até 2020, o número de jovens entre 18 e 24 anos nas faculdades. Entre a população bruta, o objetivo é chegar a, pelo menos, 50% de universitários. A perspectiva é modesta, se comparada às necessidades do país.
Embora tenha assumido papel de destaque entre as economias emergentes, o Brasil ainda tem um sistema educacional que despeja no mercado 62% de alunos incapazes de lerem textos longos e 90% sem conhecimentos mínimos de matemática. Não se pode esquecer, também, o atraso histórico. Em alguns países da América espanhola, as universidades foram criadas no século 17. No Brasil, elas surgiram quase 200 anos depois.
O resultado prático e trágico desse deficit é a baixa produtividade do trabalhador brasileiro, o que coloca o país em segundo plano entre os protagonistas da economia mundial. Estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra que a produtividade atual do profissional no Brasil corresponde à dos japoneses em 1964, equivale a um quinto do rendimento dos norte-americanos no chão da fábrica e a um terço do retorno dado pelos coreanos. (Com informações do jornal Correio Braziliense)
Análise da Notícia
Se o governo pensa mesmo em resgatar o sistema educacional brasileiro bom seria começar pela base. Não adianta de nada investir no ensino superior ou até mesmo no ensino técnico se o aluno não tiver uma boa base. Aí, ressalte-se, que apesar de tudo, os governos militares deixaram um legado nessa área que ao longo dos governos civis, pós ditadura militar, foi se degradando. Me lembro que nas décadas de 1960 e 1970 se disputava uma vaga na escola pública. O Atheneu Norte-riograndense era exemplo em escola pública em Natal. Grandes personalidades hoje do mundo sócio-político do estado passaram pelos bancos do Athenu. Infelizmente o que se ver hoje é uma degradação do ensino público. E não adianta dizer que cotas para alunos da rede pública e até mesmo negros facilitam o acesso aos menos favorecidos as universidades públicas. Isso é paliativo e não resolve o problema do ensino.