Deixa ver se eu entendi. O deputado Álvaro Dias, presidente estadual do PDT, deu entrevista ao Portal Nominuto.com reafirmando que o seu partido pretende lançar candidatura própria para prefeito de Natal, mas não vai fazer oposição ao prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), mas sim a governadora Wilma de Faria, também do PSB. Mas a eleição não é municipal, como é que o PDT vai fazer oposição ao governo?
Sei não, mas essa campanha eleitoral já começa confusa. O prefeito Carlos Eduardo Alves fala em sete nomes dentro do seu sistema político, dentre os quais, ele deve apoiar um. E o seu partido, o PSB, já não tem um candidato, o deputado Rogério Marinho? O senador José Agripino, que apóia a candidatura da deputada Micarla de Souza (PV) à sucessão municipal, diz que há um acordo informal entre ele e o senador Garibaldi Alves (PMDB) para, num eventual segundo turno, um apoiar o candidato do outro, caso o peemedebista Hermano Morais não chegue lá, e vice-versa. E ainda cobra a reciprocidade do PMDB. Entendo que para haver reciprocidade o DEM teria que ter um candidato, ou não?
O deputado José Dias (PMDB) afirma que apóia Micarla porque quer derrotar a governadora, ao mesmo tempo em que a “borboleta” pensa em ter o apoio de Wilma. O ex-senador Geraldo Melo (PSDB), mesmo tendo um nome dentro do partido – deputado Luiz Almir – figurando em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, pensa em sair candidato a prefeito da capital. Só mesmo pra confundir o que já está confuso. Essa campanha eleitoral está mais parecendo o samba do crioulo doido!