Está no G1
Após denúncias sobre o uso de consultores para intermediar pagamentos de propinas a funcionários públicos e, com isso, vencer licitações no Brasil, a Alstom anunciou que deixou de contratar consultorias.
Em nota divulgada no último dia 17, a multinacional francesa afirmou que a medida faz parte de empenho para reduzir riscos de violação de seu código de ética.
“A Alstom se compromete a conduzir seus negócios de forma responsável e a se esforçar para alcançar os mais elevados padrões éticos”, diz a nota em inglês.
A nota diz ainda que a empresa usou consultores externos nas últimas décadas que eram remunerados de acordo com a “taxa de sucesso” em determinado projeto.
Na última quarta-feira (22), o Jornal Nacional mostrou que um ex-diretor da Alstom disse em depoimento à Justiça da França que a multinacional autorizou que a filial no Brasil pagasse propina para fechar um negócio com o governo do Estado de São Paulo [1] em 1998. A empresa é investigada por suposto pagamento de propinas em licitações para a compra de equipamentos.
No depoimento, o ex-diretor comercial da Alstom, o francês André Botto, disse à Justiça francesa, em 2008, que a multinacional autorizou o pagamento de propina equivalente a 15% sobre um contrato de US$ 45,7 milhões, o que daria US$ 6,8 milhões.