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Tarcísio tenta conter `incêndio´ em ato bolsonarista contra Alexandre de Moraes

Está no Brasil 247

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está novamente atuando nos bastidores para reduzir as tensões entre Jair Bolsonaro (PL) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, a preocupação gira em torno de um novo ato convocado pelo pastor-empresário Silas Malafaia, marcado para acontecer na Avenida Paulista, com o objetivo de pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo fontes próximas ao governador ouvidas por Bela Megale, do jornal O Globo [1], Tarcísio já está “preparando as mangueiras de incêndio” para agir e evitar que a situação se descontrole. Ele tem se dedicado a tentar convencer Bolsonaro, que já confirmou presença no ato, a evitar ataques diretos aos integrantes do STF. A estratégia do governador é clara: evitar que declarações inflamadas de Bolsonaro levem a consequências graves, como um possível pedido de prisão preventiva por parte dos ministros da corte.

Tarcísio tem atuado como uma importante ponte de diálogo entre Bolsonaro e o STF. Sua relação próxima com Alexandre de Moraes, apesar de atrair críticas de setores bolsonaristas, tem sido vista como um canal fundamental para manter a comunicação aberta e prevenir escaladas de conflito.

Ministros do STF também têm acompanhado de perto as movimentações de Tarcísio. Eles veem na atuação do governador uma oportunidade de medir a temperatura da manifestação e ajustar suas próprias ações conforme a situação evolua.

A posição de Tarcísio é especialmente delicada, dado que o ato será realizado na capital do estado que ele governa. O governador já desempenhou papel semelhante em fevereiro deste ano, quando uma manifestação pró-Bolsonaro na mesma Avenida Paulista ocorreu sem maiores incidentes, em parte devido às garantias dadas por Tarcísio aos ministros do STF de que Bolsonaro não faria ataques à corte. Naquela ocasião, policiais federais à paisana estavam presentes para agir caso Bolonaro descumprisse medidas cautelares impostas pela Justiça.

Foto: Estado de Minas

Em tempo: confira editorial do blog sobre o assunto clicando aqui [2]

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