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Tarifaço: Lula e Trump não devem ter bilateral no G7

Está no Brasil 247

O governo brasileiro decidiu não usar a Cúpula do G7 como espaço para tentar viabilizar uma reunião bilateral entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação de interlocutores do Planalto é que, neste momento, não há elementos políticos ou diplomáticos suficientes para justificar um encontro formal entre os dois líderes, enquanto o Brasil prioriza a negociação com os EUA sobre tarifas por meio de um grupo de trabalho, informa Isabel Mega, da CNN Brasil [1].

Apesar da ausência de articulação para uma bilateral, integrantes do governo não descartam a possibilidade de um encontro informal entre Lula e Trump durante a agenda do G7. Nesse cenário, poderia ocorrer um cumprimento ou um breve contato entre os dois presidentes, sem caráter de reunião oficial.

A equipe brasileira considera que o caminho mais adequado, neste momento, é concentrar esforços nas tratativas técnicas com Washington. As conversas entre Brasil e Estados Unidos estão sendo conduzidas por meio de um grupo de trabalho, e os próximos passos dependerão do avanço das negociações em andamento.

Pelo lado brasileiro, as discussões têm sido lideradas pelo ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A expectativa é que ele participe ainda nesta semana de uma reunião virtual com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.

No governo Lula, há a avaliação de que existe espaço para negociar uma redução ou até mesmo um adiamento da aplicação da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos após a conclusão de uma investigação comercial no âmbito da chamada Seção 301.

A percepção, no entanto, é diferente em relação à tarifa de 12,5% anunciada posteriormente pelo governo Trump contra o Brasil e outras 59 economias. Essa medida foi justificada por Washington sob o argumento de supostas falhas relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

Além da pauta tarifária, o Brasil também não vê sinais de recuo dos Estados Unidos sobre a decisão de classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. A diplomacia brasileira, portanto, trabalha com a expectativa de que esse posicionamento norte-americano seja mantido, ao menos no curto prazo.

A estratégia do governo brasileiro, neste momento, é evitar gestos políticos sem resultados concretos e preservar a negociação técnica com os Estados Unidos como principal canal para tratar dos temas comerciais e diplomáticos em discussão.

Fotos reproduzidas da Internet


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