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TCE/RN faz campanha contra o tabagismo

Hoje é o “Dia Mundial de Combate ao Fumo”. O Tribunal de Contas do Estado deu  inicio uma campanha interna visando conscientizar os servidores para os malefícios provocados pelo fumo. A ação consiste na fixação de cartazes em todos os setores, informando da proibição do uso do cigarro nos diversos ambientes; realização de palestras educativas e encaminhamento dos servidores que desejarem acabar com o vício para tratamentos em consultórios especializados.

A idéia da campanha surgiu a partir do momento que o Setor Médico do TCE começou a receber um número elevado de reclamações de servidores, incomodados com o mal cheiro provocado pelo cigarro, além dos riscos que passavam por serem “fumantes passivos”, quando existe uma lei que proíbe o fumo em ambientes públicos. “A partir de hoje, está expressamente proibido fumar nos corredores, banheiros e em qualquer espaço de circulação no TCE”, informa o responsável pelo setor médico, médico William Pascoal.

As estatísticas demonstram que 45% das mortes por infarto do miocárdio, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema), 25% das mortes por doença cérebro-vascular (derrames) e 30% das mortes por câncer podem ser atribuídas ao cigarro. Outro dado alarmante: 90% dos casos de câncer do pulmão têm correlação com o tabagismo.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o fumo é fator casual de 50 doenças diferentes, estacando-se as cardiovasculares, o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas.

A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes; constituída de duas fases: a fase particulada e a fase gasosa. A fase gasosa é composta, entre outros, por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína.

A fase particulada contém nicotina e alcatrão. O alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, formado à partir da combustão dos derivados do tabaco. Entre elas, o arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas, como o Polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo P4/P6, substâncias usadas para veneno de rato.

A nicotina é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma droga psicoativa que causa dependência. A nicotina age no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega em torno de 9 segundos ao cérebro. Por isso, o tabagismo é classificado como doença estando inserido no Código Internacional de Doenças (CID-10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substância psicoativa. (Com informações da assecom do TCE/RN)

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