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Em julgamento realizado nesta quarta-feira (18), o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, por 7 votos a 1, os ditames da privatização da Eletrobrás, que foi avaliada em R$ 67 bilhões. O presidente da estatal, Rodrigo Limp, quer oferta de capitalização “o quanto antes” [1] e anunciou que a privatização deverá ser concluída até meados de agosto.
No TCU, o ministro Vital do Rêgo tentou protelar mais uma vez a análise do texto – como fez ao pedir vistas do processo em abril –, mas não obteve sucesso após os ministros Bruno Dantas e Aroldo Cedraz, relator do texto, defenderem a continuidade do julgamento, como foi acatado pela presidente da Corte, Ana Arraes.
>>> Leia também: Confira nove motivos para ser contra a privatização da Eletrobrás [2]
Entre outros argumentos, Vital do Rêgo denunciou que as contas do governo apontam para um valor subavaliado da Itaipu Binacional. Assim, os valores de oferta das ações da Eletrobrás no âmbito da capitalização serão impactados negativamente, segundo o ministro. Ele também indicou uma diferença de R$ 30,6 bilhões em torno do endividamento líquido da empresa.
Privatização
A privatização da estatal está sendo proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e foi anunciada como prioridade pelo novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, junto com a venda da Petrobrás e do Pré-Sal [3].
Na Eletrobrás, o governo busca um esquema de capitalização, no qual a União oferecerá ações que detém da empresa na Bolsa de Valores, deixando de ser acionista majoritário e entregando a energia brasileira para os acionistas privados.
Foto reproduzida da Internet